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Queijo na Estrada Real: Um Mapa de Sabores e Tradições

Queijo na Estrada Real: Um Mapa de Sabores e Tradições.

Queijo combina com a cultura, com a história e a tradição e a receita do queijo mineiro tem três séculos de puro sabor, tendo um sabor único no mundo.

Comer queijo no café, na sobremesa com goiabada, com doce de leite ou usar para fazer quitandas, é quase que um ritual presente nas cidades da Estrada Real, que reúne diferentes regiões produtoras.

Considerado Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em 2008, o queijo mineiro mantém a tradição artesanal, sempre produzido com leite cru. Uma das tradições queijeiras mais antigas do país, herdada dos colonizadores portugueses que transmitiram os métodos de produção no século XVIII.

Foto: Daniel Pereira.

O queijo faz parte da identidade gastronômica mineira e da Estrada Real, por isso separamos alguns destinos que todo queijólatra precisa conhecer. Experiências que permitem o turista conhecer o processo de produção e as técnicas para extração, tudo isso numa vivência mais imersiva com o local e com o próprio produto final.

Serro

O queijo da região é produzido em dez municípios: Serro, Rio Vermelho, Serra Azul de Minas, Santo Antônio do Itambé, Materlândia, Sabinópolis, Alvorada de Minas, Dom Joaquim, Conceição do Mato Dentro e Paulistas. Graças ao clima quente, a iguaria local é menos maturada, e costuma também ser macia.

Foto: Devanir Gino.

Com maturação mínima de 17 dias, forma uma casca com crosta fina e amarelada com coloração de gema de ovo, adquirindo um sabor acentuado e característico.

Com as mudanças de temperatura e a umidade ao longo do ano, os queijos produzidos no inverno se mostram diferentes daqueles fabricados no verão, embora mantenham traços comuns. A mesma variação ocorre a cada fazenda, que apresenta um microclima específico, influenciando diretamente na maturação do queijo.

A ação das bactérias encontradas no solo dos arredores da Serra do Espinhaço proporciona o sabor levemente ácido, porém suave. É sem dúvida um dos melhores queijos do mundo, com várias premiações nacionais e internacionais.

Diamantina

Um dos maiores diferenciais dos queijos da região de Diamantina é a altitude, que variam de 800 metros a 1.420 metros. Os efeitos da altitude e umidade, na incidência da flora bacteriana, que dão vida e sabor aos queijos, são características principais que formam a personalidade dos queijos de Diamantina e região, chamados também de “queijos de altitude”.
Os queijos de altitude da microrregião de Diamantina, trazem não apenas a tradição do sabor do queijo, mas um pouco da vida e história de várias gerações. São queijos artesanais finos, de sabor único, caracterizado principalmente por sua casca lavada, na forma de meia cura ou curado.

Foto: Giselle Oliveira.

Embora existam alguns tipos de queijos que apresentem derivações com mofos brancos, com casca enrugada e espessa, sabor leve e um pouco crocante, a tradição e história, tem como base os queijos de casca lavada, e em comum, apresentam o corpo firme, com textura densa, mas ao mesmo tempo, cremosa.

Os queijos de Diamantina possuem baixa acidez e intensidade leve e crocância suave. Isso dá à iguaria, suaves notas de castanha.

A região abrange os municípios de Diamantina, Gouveia, Datas, Monjolos, Couto de Magalhães de Minas, São Gonçalo do Rio Preto, Felício dos Santos, Senador Modestino Gonçalves e Presidente Kubitschek. Campo das Vertentes

Reconhecida oficialmente como região tradicional na produção de Queijo Minas Artesanal (QMA), em 2009, a rota queijeira das Vertentes foi criada em 2018, e é formada pelo municípios Alfredo Vasconcelos, Antônio Carlos, Barroso, Barbacena, Conceição da Barra de Minas, Coronel Xavier Chaves, Carandaí, Carrancas, Desterro do Melo, Dores de Campos, Entre Rios de Minas, Itutinga, Ibituruna, Lagoa Dourada, Madre de Deus de Minas, Nazareno, Piedade do Rio Grande, Prados, Resende Costa, Ritápolis, São João Del Rei, Santa Bárbara do Tugúrio, Santa Cruz de Minas, São Vicente de Minas, Tiradentes e São Tiago.

Foto: conhecaminas.com

Os queijos produzidos nas cidades da Rota Queijeira das Vertentes têm características bem definidas, com textura de massa densa e firme, pouquíssimas olhaduras, com sabor levemente ácido, coloração amarelo palha e sua casca semidura.
É uma rota que leva o visitante a uma viagem incrível pelos saberes e sabores da gastronomia mineira por cidades tradicionais, históricas, ricas em artesanato, cultura, belezas naturais e minerais, impressionantes.

Serras da Ibitipoca

Identificada como a 8ª região produtora de Queijo Minas Artesanal, a Serras da Ibitipoca, além contar com uma das mais belas paisagens mineiras, integra o seleto grupo das regiões que produzem queijos artesanais com selo de reconhecimento.
A Rota Queijeira Serras do Ibitipoca, é composta pelos municípios de Andrelândia, Arantina, Bias Fortes, Bom Jardim de Minas, Lima Duarte, Olaria, Passa-Vinte, Pedro Teixeira, Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde, Santa Rita do Ibitipoca, Santa Rita do Jacutinga, Santana do Garambéu, Seritinga e Serranos.

Foto: Devanir Gino.

O “sabor das serras”, é o que diferencia o queijo das Serras da Ibitipoca. Os queijos têm o sabor influenciado pela altitude, pastagem e água de qualidade, além do clima serrano da região. É o mais puro sabor das serras mineiras.

Os queijos da região são levemente ácidos, com coloração amarelo-claro, massa na coloração amarelo-creme, com pouca ou nenhuma olhadura, densa e levemente cremosa. Na maturação, essas características são mais acentuadas. A microbiota típica e o modo de fazer tradicional resulta em um queijo único.

Entre Serras da Piedade ao Caraça

A região “Entre Serras da Piedade ao Caraça” é a mais recente reconhecida oficialmente como produtora de Queijo Minas Artesanal, que aconteceu em 2022. Ela contempla os municípios de Catas Altas, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Rio Piracicaba, Bom Jesus do Amparo e Caeté.

Foto: conhecaminas.com

Os queijos produzidos na região Entre Serras da Piedade e do Caraça, caracterizam-se pela casca amarela, lisa e podendo apresentar mofos brancos na crosta em longa maturação, massa gordurosa, macia e com leve picância.

A exceção é para o queijo Frei Rosário, na Serra da Piedade, que tradicionalmente maturado em uma caverna a 1746 metros de altitude, no alto da serra. Pela altitude e umidade da caverna e flora bacteriana única, o queijo Frei Rosário apresenta casca mofada, massa macia e sabor bastante intenso, leve picância e mais salgado em relação aos queijos produzidos nas
cidades da região de Entre Serras da Piedade e do Caraça.

Foto: Clésio Moreira.

O Turismo de queijo é uma maneira de se aproximar da cultura local através da comida, criando laços com as comidas típicas de cada região – oferecendo experiências gastronômicas diferenciadas.

Queijo e Estrada Real. Combinação perfeita! Estrada Real: VIVA, EXPERIMENTE, DESCUBRA!

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DANIEL MAGALHÃES JUNQUEIRA

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Fonte: Balcão News

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