Feijoada Arte: Gleiciane filha | Balcão News
De como Gleiciane Barbosa foi da gerência e administração de um restaurante para chefe de cozinha com excelência e virtude
Por inspiração e apoio de seu marido, Anderson Gomes, Gleiciane assumiu com coragem uma meritória demanda em alimentar um punhado a mais de pessoas além da sua família.
Assumindo esta responsabilidade, contudo, foi dedicado à mãe, Dona Cleonice, inicialmente, o dever de cozinhar, em seu primeiro empreendimento no ano de 2025.
“Aí minha mãe foi cozinhar para nós…”, diz ela: “… e a gente quebrava o pau na cozinha porque ela não me ensinava. (…) Ela não queria me ensinar!”, continua em tom afetuoso e ainda acrescentando a propósito da enorme diferença em se preparar uma receita para três pessoas e outra pensando em dezenas para servir.
De todo modo, Gleiciane observava e silenciosamente aprendia.

Por efeito de uma circunstância impossível de se ignorar que precisou afastar temporariamente a mãe cozinheira do trabalho rotineiro no restaurante, a decisão de fechá-lo foi cogitada. Porém, Gleiciane, que já garantia uma excepcional habilidade em casa, sentiu estar apta para mergulhar mais fundo na essência da arte gastronômica e nos cuidados precisos deste ofício.
“Ou eu fecharia o restaurante… ou eu assumiria o fogão. E as meninas que trabalhavam comigo falaram ‘Não, Gleiciane, você dá conta! Você dá conta’!…”, recorda ela; e arremata: “Aí eu abri! E isto foi numa quinta-feira; na sexta-feira da feijoada, mesmo.”.
No primeiro dia, ela afirmou sentir o receio típico das pessoas que desejam fazer o melhor sempre.
“E aquele medo do arroz não dar certo porque é mais quantidade. Mas eu lembrava dela, né do tanto de água que ela colocava… e eu gravei mais ou menos.”, afirma ao mencionar também a análise e aprendizado com a mãe.
“E daí eu fui embora, sozinha e Deus.”, conclui: “Aí eu dei conta, graças a Deus!”.

Para tocar o negócio adiante, Gleiciane conta com a sua auxiliar na cozinha (Luciene) e a presença da filha (Alexia) no atendimento e caixa. O filho (Alexandre) e a nora (Taiane) também dão suporte sempre que necessário – sobretudo nas quintas e sextas: dias de tropeiro e da Feijoada.
O serviço de entrega também é feito regularmente através do delivery (whatsapp: 3274-6197), com o restaurante encerrando o dia efetivamente às 17h – almoço até as 15h (se ainda tiver comida!).

Sobre o Dia da Feijoada:
“É um dia antes, sabe? Eu gosto de limpar tudo quando chega; já deixo no tempero – de um dia para o outro. (…) Eu já chego fritando tudo! (…) Aí frito tudo, cozinho feijão. É uma correria – o pau quebra!”.

Então, Gleiciane adota o lema de “Se tiver de fazer, faça bem feito!”:
“É gratificante uma pessoa me chamar (…) ou eu escuto eles falando com as meninas aqui embaixo: ‘Quem fez a comida? Tempero é de quem?’… Aí as meninas falam: ‘Mamãe’! É gratificante a gente poder servir uma coisa de qualidade que as pessoas comem e não se sente pesado – se sente leve! (…) E é alho e sal. É comida de tempero normal mesmo. (…) Tudo que a gente for fazer, faça bem feito – faça com carinho… que vai dar bom!”.

Você pode comer a Feijoada, preparada por Gleiciane Barbosa, no Restaurante&Lanchonete Flor de Lótus (Rua Tupis, 25, loja8 – Galeria do Othon, Belo Horizonte/MG).
SABOR: Excelente.
TEMPO INVESTIDO: Bom.
CUSTO: Bom.
Tiago Boson
O colaborador Tiago Boson é multi-instrumentista autodidata, compositor, professor de música, pintor, ilustrador, escritor/poeta (não publicado). Fotos: Thiago Boson.
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Fonte: Balcão News