Foi o que apontou pesquisa da Fecomércio MG
Pesquisa revela que metade dos lojistas alcançou suas expectativas; gastos de até R$ 200 predominaram, enquanto preços altos e baixo movimento de clientes limitaram os resultados
As vendas do comércio varejista de Minas Gerais no Dia das Crianças de 2026 ficaram estáveis em relação ao ano passado. Segundo o Monitor de Vendas da Fecomércio MG, 54,9% dos empresários entrevistados registraram desempenho semelhante ao de 2025. Outros 22,5% perceberam melhora, enquanto 20,6% relataram queda nas vendas.
Realizado nos dias 13 e 14 de outubro, o levantamento ouviu 100 empresas de diferentes segmentos do varejo mineiro. Metade dos entrevistados (50%) afirmou que as vendas atenderam às expectativas, enquanto a outra metade não alcançou os resultados esperados.
Entre os fatores que dificultaram o desempenho, o baixo movimento de consumidores nas lojas foi o mais citado, por 28% dos empresários que não atingiram suas metas. Os preços altos apareceram em seguida, com 24%, enquanto a falta de dinheiro dos clientes foi mencionada por 14% e o endividamento dos consumidores, por 12%.
Por outro lado, entre os comerciantes que alcançaram suas expectativas, o maior volume de vendas e a variedade de produtos foram os principais fatores apontados, ambos com 20% das respostas. As promoções, citadas por 12%, e a disponibilidade de estoque, com 10%, também apareceram entre os aspectos positivos.
Roupas lideram entre os produtos citados
As roupas foram os produtos mais mencionados pelos comerciantes como destaque nas vendas do período, com 18% das respostas. Em seguida, apareceram os acessórios (14%), as bebidas (12%) e os brinquedos (11%). Calçados (7%), bolos e doces (6%) e carnes (5%) também foram citados.
Como o levantamento abrange diferentes segmentos do varejo, os resultados refletem a diversidade de estabelecimentos participantes e não constituem um ranking geral dos produtos mais vendidos em Minas Gerais.
Gastos se concentram em até R$ 200
Os valores de compra por cliente ficaram concentrados principalmente nas faixas de R$ 50,01 a R$ 100, apontada por 43% dos comerciantes, e de R$ 100,01 a R$ 200, mencionada por 27%. Juntas, elas representam 70% das respostas.
Outros 9% dos entrevistados indicaram gastos de até R$ 50, enquanto 6% relataram valores entre R$ 300,01 e R$ 400. Os dados mostram a predominância das faixas de menor valor entre as respostas dos empresários, mas não permitem calcular o gasto médio exato dos consumidores mineiros.
Desempenho varia entre os estabelecimentos
Entre os comerciantes que registraram crescimento nas vendas, 26,1% relataram aumento de 5,01% a 10%, enquanto 21,7% observaram alta de até 5%.
Já entre aqueles que tiveram retração, 23,8% apontaram queda de 15,01% a 20%, e 19% registraram redução de 25,1% a 30%.
Os resultados evidenciam diferenças no desempenho dos estabelecimentos durante a data comemorativa. Embora parte dos lojistas tenha alcançado resultados positivos, o baixo fluxo de clientes e as limitações financeiras dos consumidores foram apontados como obstáculos por aqueles que não atingiram suas expectativas.
O Monitor de Vendas do Dia das Crianças de 2026 foi elaborado pelas áreas de Estudos Econômicos e Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG. O levantamento foi realizado por telefone, nos dias 13 e 14 de outubro, com 100 empresas de diferentes segmentos do comércio varejista mineiro.
A pesquisa contemplou estabelecimentos das regiões Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Zona da Mata, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas e Triângulo.
Acesse a análise completa do Monitor de Vendas do Dia das Crianças de 2026.
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