ALMG lança campanha contra violência à mulher
ALMG lança campanha “Violência não é amor” e convoca homens para enfrentar feminicídio
Iniciativa aposta na mudança cultural e reforça que combate à violência contra a mulher é responsabilidade de toda a sociedade
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais lançou uma nova campanha publicitária para reforçar o enfrentamento à violência contra a mulher. Com o conceito “Violência não é amor”, a iniciativa busca ampliar o debate sobre o feminicídio e, principalmente, mobilizar homens como aliados na prevenção.
A campanha surge em meio a um cenário preocupante. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, em Minas Gerais, uma mulher é assassinada a cada dois dias. O avanço dos casos e a gravidade dos crimes reforçam a urgência de ações permanentes de conscientização.
Atuação contínua no Legislativo
A iniciativa dialoga com uma série de ações já desenvolvidas pela ALMG. Entre 2019 e 2025, foram aprovadas 82 leis relacionadas aos direitos das mulheres, sendo 22 voltadas diretamente à proteção feminina.
Também integram essa agenda estruturas como a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a Procuradoria da Mulher e o programa Sempre Vivas, que consolidam o papel do Legislativo mineiro no enfrentamento à violência de gênero.
O presidente da ALMG, Tadeu Leite, destacou que a campanha integra um esforço contínuo. Segundo ele, o objetivo é conscientizar, acolher e estimular mudanças de comportamento para transformar a realidade da violência contra a mulher.
Outro destaque é a Lei 24.466/2023, considerada pioneira no país, que trata do combate à violência política contra a mulher e institui o Programa de Enfrentamento ao Assédio e Violência Política.
Mudança de comportamento no centro da campanha
A campanha aposta em uma abordagem direta sobre a responsabilidade masculina. A proposta parte do entendimento de que, embora os homens sejam maioria entre os autores da violência, também têm papel central na transformação desse cenário, especialmente na formação de valores dentro das famílias.
A comunicação busca provocar reflexão sobre comportamentos naturalizados e incentivar atitudes de intervenção e denúncia. A mensagem central é clara: o combate à violência não deve recair apenas sobre as vítimas ou o poder público.
Linguagem direta e situações do cotidiano
O filme principal, com 30 segundos, apresenta personagens diversos em situações comuns do dia a dia. Em tom firme, eles desconstruem frases que costumam minimizar a violência doméstica, como “não é normal”, “não é problema só do casal” e “não é amor”.
A virada narrativa ocorre quando homens assumem o protagonismo do discurso, reforçando que o enfrentamento também é responsabilidade deles. A peça termina com mensagens diretas — “É covardia” e “É crime!” — acompanhadas do dado sobre os assassinatos no estado.
Ao final, a campanha orienta sobre como denunciar, com destaque para o telefone 190 e acesso a mais informações por QR Code.
A veiculação será feita nos principais meios de comunicação de Minas Gerais, com foco em ampliar o alcance da mensagem e estimular uma mudança cultural duradoura.
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Fonte: Balcão News


