Tesouro de Minas financiou R$ 11,4 bilhões da segurança pública entre 2019 e 2026

Tesouro de Minas financiou R$ 11,4 bilhões da segurança pública entre 2019 e 2026

Parlamentares criticaram a falta de detalhamento na apresentação dos dados

O Tesouro do Estado foi responsável por financiar cerca de R$ 11,4 bilhões das despesas com custeio e capital da segurança pública em Minas Gerais entre 2019 e 2026.

O valor corresponde a aproximadamente 63% de todos os recursos empenhados no período para manutenção, expansão e modernização do sistema.

Os dados foram apresentados pelo subsecretário da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Felipe Magno de Sousa, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta quinta-feira (16).

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Segundo o levantamento, outras fontes de financiamento incluem transferências federais e captações externas (16,84%), recursos obrigatórios do Propag em 2025 e 2026 (7,27%), receitas diretamente arrecadadas (5,2%), valores dos acordos de Brumadinho e Mariana (3,37%), emendas parlamentares estaduais (2,64%) e outros recursos vinculados (1,51%).

No total, os investimentos em segurança pública cresceram de R$ 1,3 bilhão, em 2019, para R$ 3,5 bilhões em 2026, somando quase R$ 17 bilhões ao longo dos sete anos.

Em 2026, a distribuição dos recursos por órgãos indica R$ 1,6 bilhão destinados à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, R$ 515 milhões à Polícia Militar de Minas Gerais, R$ 289 milhões à Polícia Civil de Minas Gerais e R$ 62 milhões ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Críticas ao detalhamento

Durante a audiência, parlamentares criticaram a falta de detalhamento na apresentação dos dados. O presidente da Comissão de Segurança Pública, Sargento Rodrigues, afirmou que as informações foram genéricas e não distinguiram claramente os gastos com custeio e investimentos.

Representantes do governo argumentaram que o detalhamento da aplicação dos recursos cabe às secretarias responsáveis e aos comandos das forças de segurança.

Diante das divergências, a comissão deve convocar nova reunião para aprofundar a discussão sobre a destinação dos recursos.

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Fonte: Balcão News