Palácio das Artes celebra 55 anos com exposição inédita de seu acervo de artes visuais
Mostra reúne mais de 150 obras de artistas fundamentais para a história da arte mineira e brasileira
Em comemoração aos 55 anos do Palácio das Artes, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) apresenta a exposição “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução”, que reúne mais de 150 obras do acervo de artes visuais da instituição. Com curadoria de Uiara Azevedo e design artístico e visual de Flávio Vignoli, a mostra será aberta ao público no dia 9 de junho, às 19h, e ficará em cartaz de 10 de junho a 6 de setembro de 2026, com entrada gratuita.
A exposição ocupa simultaneamente a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e as galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão, apresentando um panorama da produção artística brasileira por meio de pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalações, videoartes e performances que integram o inventário da Fundação Clóvis Salgado.
Inspirado em um verso do poema Sete Faces, de Carlos Drummond de Andrade, o título da mostra propõe uma experiência aberta à interpretação do público. Em vez de oferecer respostas, a curadoria convida os visitantes a estabelecer relações entre obras, artistas, períodos históricos e linguagens artísticas, transformando cada trabalho em uma “rima” capaz de dialogar com diferentes tempos e contextos.
O percurso reúne nomes marcantes das artes visuais em Minas Gerais e no Brasil, como Maria Helena Andrés, Sara Ávila, Yara Tupynambá, Amilcar de Castro, Carlos Bracher, Beatriz Milhazes, Frans Krajcberg, Jorge dos Anjos, Laura Belém, Nydia Negromonte e Pedro Moraleida, entre outros.
Com o eixo curatorial “Ontem, hoje e sempre”, a exposição evidencia o papel histórico do Palácio das Artes na formação, no fomento e na democratização do acesso às artes visuais. O acervo da instituição, composto atualmente por cerca de 350 obras, foi construído ao longo de mais de cinco décadas por meio de doações de artistas, editais, prêmios e programas de incentivo à produção cultural.
Segundo a curadora Uiara Azevedo, a mostra reafirma a importância do Palácio das Artes como espaço de acolhimento à experimentação artística e às transformações da arte contemporânea. “Celebrar os 55 anos do Palácio das Artes é revisitar um percurso que moldou a paisagem cultural de Minas Gerais e do Brasil, entendendo a arte como presença viva que continua atravessando gerações e abrindo caminhos”, destaca.
Além de celebrar a trajetória do complexo cultural, a iniciativa também reforça o trabalho permanente de preservação, pesquisa e difusão do acervo realizado pela Fundação Clóvis Salgado, com ações de catalogação, conservação, restauro e formação de público.
Serviço
Exposição: Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução
Abertura: 9 de junho de 2026, às 19h
Período: 10 de junho a 6 de setembro de 2026
Horários: terça a sábado, das 9h30 às 21h; domingo, das 17h às 21h
Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e Galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão – Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte)
Classificação: Livre
Entrada: Gratuita
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Fonte: Balcão News