Atlético Mineiro: ou muda ou perde, assim está difícil
Atlético Mineiro: ou muda ou perde, assim está difícil
Quem acompanha minhas crônicas sabe o quanto pesquiso e analiso, para levar aos torcedores informações abalizadas sobre erros e acertos do desempenho futebolístico do Galo.
Essas informações, sem dúvidas, refletem no dia a dia do torcedor.
É a torcida, maior patrimônio do clube, a principal influenciadora da diretoria, do técnico e do elenco em geral: através da “boca a boca” das ruas; das reações nas arquibancadas e, de um modo geral, nos atos da diretoria e atitudes do elenco.
Apraz-me levar a vocês a minha opinião individualizada dos principais jogadores do elenco
HULK (Atacante) NÃO DEVE SAIR DE JEITO NENHUM
Mesmo aos 39 anos em 2026, Hulk segue sendo mais que um jogador: é liderança, identidade e referência técnica. Sua presença impõe respeito, decide jogos grandes e sustenta o vestiário. A saída só se justificaria por decisão pessoal do atleta. Tecnicamente, perdê-lo seria perder o eixo emocional do time.
EVERSON (Goleiro) VENDA SÓ POR PROPOSTA IRRECUSÁVEL
Regular, experiente e decisivo em momentos-chave. Em um futebol cada vez mais instável na posição, Everson oferece segurança técnica e liderança silenciosa. Substituí-lo custaria caro e traria risco esportivo.
GUILHERME ARANA (Lateral-esquerdo) ESSENCIAL, MAS NEGOCIÁVEL COM REPOSIÇÃO IMEDIATA
Tecnicamente, é um dos melhores do país. Taticamente, fundamental. Porém, vive seu auge de mercado. Se sair, o Atlético precisa de reposição pronta.
JÚNIOR ALONSO (Zagueiro) SÓ SAI COM SUBSTITUTO DO MESMO NÍVEL
Experiente, confiável e competitivo. Ainda entrega alto nível, mas a idade exige planejamento. Pode sair se houver reposição jovem, rápida e madura.
GUSTAVO SCARPA (Meia) IMPORTANTE, MAS NÃO ETERNO
Qualidade técnica inegável, bola parada diferenciada. Porém, oscila em intensidade e regularidade. Pode ser negociado se o clube buscar um meia mais dinâmico.
RUBENS (Meio-campo) DEVE FICAR PARA CONSOLIDAÇÃO DO ELENCO
Versátil, intenso e identificado com o clube. Representa o tipo de jogador que cresce em times vencedores. Ainda pode evoluir muito.
ALAN FRANCO (Volante) MANTER E VALORIZAR
Equilíbrio tático, leitura de jogo e disciplina. É o jogador que “faz o time funcionar” sem aparecer.
VITOR HUGO (Zagueiro) PEÇA SILENCIOSA, MAS VITAL
Entrega consistência, físico e posicionamento. Não é estrela, mas é confiável.
RONY (Atacante) PODE SAIR SEM PREJUÍZO ESTRUTURAL
Não se adaptou plenamente ao modelo do time. Produz menos do que se espera e ocupa espaço salarial relevante.
EDENÍLSON (Meio-campo) SAÍDA RECOMENDADA
Experiente, mas já não entrega a intensidade exigida. A saída abre espaço para juventude e renovação.
IGOR RABELLO (Zagueiro) CICLO ENCERRADO
Cumpre papel, mas não é decisivo. Pode sair se surgir proposta razoável.
CONCLUSÃO CRÍTICA
O Atlético Mineiro não precisa de revolução, mas de ajustes cirúrgicos. O erro seria desmontar pilares como Hulk, e Everson em nome de caixa imediato. O acerto está em vender bem, repor rápido e valorizar a base, sem abrir mão da identidade competitiva.
A minha opinião é que o Galo tem um bom elenco, contudo não deve ser desmontado, mas precisa ser muito aprimorado observando os ditames que: vi; analisei e tenho convicção de que devem ser levados em consideração.
Né não?
Afonso Canabrava
Afonso Canabrava nasceu na Rua São Paulo há 5 quadras do campo do Galo, aonde foi criado e aprendeu a nadar, jogar futebol e outras avenças. Foi contemporâneo dos comentários “lesco-lesco” do Kafunga, da presidência de Nelson Campos e de jogadores como Ubaldo, Dario, Reinaldo e tantos outros. Nessa época comemorou o pentacampeonato Mineiro e do Brasileirão. Torcedor contra o vento diante de uma camisa do Galo dependurada no varal, é ferrenho crítico de futebol e todas as suas nuances.
Instagram: @afonsocanabrava
As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.
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Fonte: Balcão News


