
Avenida Cultural transforma Afonso Pena em corredor de arte em BH
Novo eixo cultural entre a rodoviária e a Serra do Curral
Belo Horizonte passa a contar com um novo eixo de integração cultural, turística e patrimonial, com o lançamento nesta quinta-feira (18/6), no Cine Theatro Brasil, a Avenida Cultural transforma a Avenida Afonso Pena em um amplo corredor de arte, memória, educação, economia criativa e turismo.
O projeto conecta equipamentos culturais, patrimônios históricos, espaços de convivência e importantes paisagens urbanas ao longo da principal via da capital mineira. A proposta é criar um percurso contínuo de experiências entre a Rodoviária de Belo Horizonte e a Serra do Curral, reforçando o valor simbólico, arquitetônico e afetivo da Afonso Pena para moradores e visitantes.
Parceria pela cultura
A iniciativa é realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), da Fundação Clóvis Salgado (FCS), em parceria com o Cine Theatro Brasil e a Associação Cine Theatro Brasil.
A Avenida Cultural também integra o Minas Essencial, programa que articula cultura, patrimônio e turismo em uma estratégia de valorização da identidade mineira. A ideia é aproximar o público dos espaços culturais da cidade e estimular novas formas de circulação pelo hipercentro de Belo Horizonte.
Com o lançamento, o Circuito Liberdade amplia sua atuação e passa a incorporar novos espaços à sua rede. Entram no complexo o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Casa Baanko, o Centro de Entretenimento de Arte e Cultura (Ceac), localizado no Edifício Acaiaca, o Automóvel Clube e a Igreja São José.
Esses equipamentos se somam a instituições já presentes na Avenida Afonso Pena, como o Cine Theatro Brasil, o Palácio das Artes, a CâmeraSete, o P7 Criativo, o Mercado das Flores, o Museu do Judiciário Mineiro e o Museu dos Brinquedos.
Identidade mineira
Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a Avenida Cultural reforça o compromisso de valorizar aquilo que diferencia Belo Horizonte e Minas Gerais no cenário cultural brasileiro.
“A Avenida Cultural traduz o propósito do Minas Essencial: revelar e valorizar aquilo que é único, autêntico e representativo da experiência mineira. Ao integrar espaços culturais, patrimônios, manifestações artísticas e paisagens urbanas ao longo da Afonso Pena, o projeto transforma a avenida em um convite permanente para descobrir a essência de Belo Horizonte”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.
A proposta busca dar mais visibilidade à vocação cultural da capital, reunindo em um mesmo roteiro edifícios históricos, equipamentos artísticos, espaços de convivência, manifestações urbanas e iniciativas ligadas à economia criativa.
Mais do que um trajeto físico, a Avenida Cultural nasce como uma experiência de cidade. Um convite para caminhar, observar, participar e redescobrir Belo Horizonte a partir de sua avenida mais emblemática.
Programação permanente
A Avenida Cultural contará com programação permanente ao longo do ano. Entre os destaques está a quinta edição da Festa da Luz, que está sendo realizada entre os dias 25 e 28/6, ocupando a Praça da Estação, o Viaduto Santa Tereza e a Praça Fuad Noman.
Em julho, uma intervenção da Cia. de Dança Palácio das Artes será apresentada na Rodoviária de Belo Horizonte. No mesmo período, a segunda temporada do projeto Cine em Cena promoverá atividades culturais durante as férias escolares, ampliando as opções de lazer e formação para diferentes públicos.
Em agosto, a Praça Sete receberá um flash mob dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. Já entre os dias 25 e 28/9, o Quarteirão das Artes reunirá música, dança, gastronomia, fotografia e economia criativa, fortalecendo a ocupação cultural do centro da cidade.
A programação também inclui ações voltadas ao público infantil em outubro, com a mostra Cine Brasil de Teatro Infantil e o Dia do Pequeno Artista, promovido pelo Cefart. Em novembro, a Igreja São José receberá uma apresentação do Coral Lírico de Minas Gerais.
Arte no espaço urbano
Outro destaque da Avenida Cultural será o projeto Curto-Circuito, iniciativa do Circuito Liberdade que levará ativações artísticas urbanas para diferentes pontos do novo eixo cultural.
A proposta amplia o acesso à arte e ocupa espaços que, tradicionalmente, não recebem programação cultural de forma contínua. Com isso, a cidade ganha novas possibilidades de encontro entre artistas, público, patrimônio e cotidiano urbano.
O presidente da Fundação Clóvis Salgado e coordenador-geral do Circuito Liberdade, Yuri Mesquita, destaca que o projeto fortalece a integração entre cultura e turismo em Belo Horizonte.
“Despertamos para a ideia desse grande corredor atentando para a própria matéria-prima que o Circuito Liberdade vem construindo ao longo dos anos. Há uma enormidade de programação e projetos que movimentam a cidade, principalmente na região central. Agora, unimos tudo nesse grande projeto, deixando a gestão mais horizontalizada. E isso reposiciona o olhar sobre o turismo e a cultura de Belo Horizonte”.
Cine Theatro Brasil
O Cine Theatro Brasil atuará como polo irradiador da programação da Avenida Cultural. Localizado em um dos pontos mais simbólicos do hipercentro, o espaço assume papel estratégico na articulação entre instituições, artistas, gestores e público.
Para a diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, Eliane Parreiras, o projeto representa uma ampla união de esforços em torno da cultura, do turismo e da criatividade.
“Raríssimas vezes vi uma união de esforços criar tanta potência para uma cidade. Estar à frente do Cine Theatro Brasil, que por sua vez é ponto de articulação da Avenida Cultural, é uma oportunidade de demonstrar que cultura, turismo e criatividade se fazem, principalmente, com conexões e redes de colaboração”, afirma.
A participação do Cine Theatro Brasil reforça a centralidade do equipamento na história cultural de Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, fortalece a Afonso Pena como vitrine de experiências artísticas e patrimoniais capazes de atrair moradores, turistas, estudantes, famílias e visitantes de diferentes regiões.
Travessias Urbanas
A Avenida Cultural também oferecerá percursos temáticos gratuitos reunidos sob o conceito de Travessias Urbanas.
A primeira rota, denominada “Povos Indígenas, Art Déco e Cosmologias do Centro”, conecta o Edifício Acaiaca, o Cine Theatro Brasil, a Igreja São José e os murais do projeto CURA. O percurso propõe reflexões sobre patrimônio, ancestralidade indígena, arte pública e memória urbana.
A iniciativa amplia a leitura sobre o centro de Belo Horizonte, aproximando diferentes camadas da história da cidade. Em uma mesma caminhada, o público poderá observar referências arquitetônicas, narrativas indígenas, manifestações artísticas contemporâneas e símbolos que ajudam a explicar a formação cultural da capital mineira.
Turismo em BH
Com a Avenida Cultural, Belo Horizonte ganha um novo roteiro de visitação e pertencimento. A Afonso Pena, já reconhecida por sua relevância histórica, política, comercial e arquitetônica, passa a ser apresentada também como um corredor vivo de cultura e turismo.
O projeto tem potencial para dinamizar o centro da capital, fortalecer a economia criativa, valorizar patrimônios e estimular a circulação de pessoas por espaços culturais tradicionais e novos pontos de interesse.
Ao integrar instituições, praças, edifícios históricos, arte pública e programação gratuita, a Avenida Cultural se consolida como uma das principais apostas para reposicionar Belo Horizonte no mapa dos grandes destinos culturais do Brasil.
Para a cidade, é um movimento de reaproximação com sua própria história. Para o público, uma oportunidade de viver BH com outro olhar: mais atento, mais curioso e mais conectado às muitas camadas que fazem da capital mineira um território singular de arte, memória e diversidade.
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Fonte: Balcão News





