Câmara de BH debate uso do “distinguishing” em casos de estupro de vulnerável

Câmara de BH debate uso do “distinguishing” em casos de estupro de vulnerável

Distinguishing permite que magistrados deixem de aplicar precedentes quando consideram diferenças relevantes entre casos

A Comissão de Mulheres da Câmara Municipal de Belo Horizonte promove, nesta quinta-feira (12/3), às 9h45, audiência pública sobre os limites da técnica jurídica conhecida como distinguishing em casos de estupro de vulnerável, após recentes decisões judiciais.

O debate, solicitado pelas vereadoras Juhlia Santos (PSOL) e Luiza Dulci (PT), avaliará impactos na rede de acolhimento e na segurança pública da cidade.

A audiência será realizada no Plenário Helvécio Arantes, aberta à população, e transmitida ao vivo pelo portal e canal da CMBH no YouTube.

O termo distinguishing permite que magistrados deixem de aplicar precedentes quando consideram diferenças relevantes entre casos.

A técnica ganhou repercussão após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais em que um magistrado afastou a Súmula 593 do STJ, que estabelece que qualquer ato sexual com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável, mesmo em relações supostamente consensuais.

Especialistas alertam que a prática pode enfraquecer mecanismos de proteção a crianças e adolescentes.

Participam do debate representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, OAB-MG, Conselhos Tutelares, Polícia Civil, UFMG, Secretaria Municipal de Assistência Social, coletivos de mulheres e outros órgãos de defesa dos direitos da criança e da mulher.

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Fonte: Balcão News