Dia dos Namorados deve movimentar R$ 2 bi em MG
O comércio mineiro espera um Dia dos Namorados aquecido em 2026.
Pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais aponta que a data deve movimentar cerca de R$ 2 bilhões em Minas Gerais, impulsionada pela intenção de compra de 63,5% dos consumidores.
O tíquete médio estimado é de R$ 277,50.
Entre os presentes mais procurados pelos consumidores estão vestuário (33,8%), cosméticos e perfumaria (29,4%) e calçados (16,2%). Também aparecem na lista floricultura, livrarias, eletrônicos e chocolates.
Para o economista da FCDL Minas, Vinícius Carlos Silva, as datas comemorativas seguem como importantes motores para o varejo.
“O Dia dos Namorados é um momento especial para celebrar o amor, a união e fortalecer os relacionamentos. Quando o comércio trabalha bem o apelo emocional da data, o consumidor se sente motivado a presentear e comemorar. Isso faz com que as vendas sejam bastante positivas nesse período”, avalia.
Além da troca de presentes, os casais também pretendem investir na celebração da data. Segundo a pesquisa, 48,9% dos entrevistados planejam comemorar com um jantar em casa, enquanto 46,8% devem optar por bares e restaurantes. Apenas 4,3% pretendem viajar.
O levantamento também investigou os motivos pelos quais 36,5% dos mineiros não irão celebrar o Dia dos Namorados. Entre esse grupo, 70,4% afirmaram não ter namorado(a) ou cônjuge, enquanto 29,6% apontaram questões financeiras.
“O dado mostra que a força da data permanece elevada. A ausência de um parceiro pesa mais do que a questão financeira. Por isso, os lojistas devem investir em experiências diferenciadas, decoração temática, bons produtos e preços atrativos para conquistar os consumidores”, destaca Vinícius Silva.
As formas de pagamento mais utilizadas devem ser o cartão de crédito à vista (29,8%), seguido de PIX e dinheiro (27,7%), cartão de crédito parcelado (21,3%) e cartão de débito (21,3%).
Segundo o economista, o avanço do PIX reflete a busca do consumidor por praticidade e maior controle financeiro. “O PIX se consolida como uma alternativa rápida, segura e conveniente, praticamente empatando com o crédito tradicional”, afirma.
Em relação aos canais de compra, 51,1% dos consumidores preferem as lojas físicas, 31,9% pretendem utilizar tanto o comércio presencial quanto o virtual, e 17% devem comprar exclusivamente online.
Para a FCDL Minas, o resultado reforça a necessidade de integração entre os canais físicos e digitais. “O consumidor valoriza a experiência presencial, mas também busca a praticidade das plataformas online. Estratégias omnichannel são fundamentais para garantir competitividade”, conclui o economista.
Com sede em Belo Horizonte, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais integra o Sistema CNDL e representa o setor de comércio e serviços em Minas Gerais, segmento responsável por cerca de 44% do PIB mineiro e mais de 3 milhões de empregos no estado.
Fonte: Balcão News