Festa da Luz atraiu 300 mil pessoas e inicia circulação por cidades mineiras
A 5ª edição da Festa da Luz reuniu mais de 300 mil pessoas entre os dias 25 e 28 de junho, em Belo Horizonte, consolidando a maior e mais bem avaliada edição do festival. Com o tema “O Brasil é América Latina”, o evento ocupou ruas, praças, parques e edifícios históricos com instalações artísticas, videomapping, música, performances e atividades interativas.
Após o sucesso na capital, o festival inicia uma nova etapa de circulação por Diamantina, Divinópolis, São João del-Rei, Sete Lagoas, Teófilo Otoni e Varginha, com datas a serem divulgadas.
Pesquisa preliminar realizada pela Quaest, em parceria com as agências Híbrido Comunicação e Cultura, Pública e a Cemig, mostra que 92% dos participantes recomendariam o evento, 86% avaliaram positivamente a segurança e 21% vieram de outras cidades, reforçando o potencial turístico da iniciativa. O levantamento também aponta que 69% dos visitantes pretendiam gastar mais de R$ 50 durante a programação, contribuindo para a economia local.
Segundo Gustavo Campos, gestor da Associação Cultural Casinha e diretor executivo administrativo da Festa da Luz, os resultados confirmam o impacto do festival. “Conseguimos transformar a percepção do público em dados concretos, o que fortalece ainda mais o projeto e nos impulsiona para as próximas edições”, afirma.
Para Juliana Flores, diretora executiva artística do festival, a edição de 2026 marcou um novo patamar. “A Festa da Luz mostrou que as artes visuais podem mobilizar centenas de milhares de pessoas em um grande encontro popular, respeitoso e democrático, ocupando o centro da cidade por meio da arte”, destaca.
Entre os destaques da programação estiveram as esculturas infláveis monumentais “Filhos do Sopro”, da artista Fefê Talavera, que se tornaram um dos principais cartões-postais do festival, além da ampliação da ocupação do Parque Municipal, com instalações de artistas brasileiros e internacionais.
A Praça da Estação voltou a receber grande público para a Mostra Latino-Americana de Videomapping, enquanto a Praça Rui Barbosa sediou obras interativas que estimularam a participação dos visitantes. O Espaço Cemig reuniu palestras, rodas de conversa e atividades formativas sobre criatividade, inovação e cultura digital.
A programação musical também registrou grande participação, com apresentações de artistas e coletivos ligados às sonoridades latino-americanas e afro-diaspóricas. O encerramento, com a banda Academia da Berlinda, lotou a Praça da Estação.
De acordo com Dalila Bastos, diretora executiva de produção da Festa da Luz, o principal legado do evento é aproximar a população da arte contemporânea. “A Festa da Luz é um festival de arte para todos. Mais do que cenários para fotografias, as obras despertam emoções, provocam reflexões e ampliam o acesso à produção artística“, ressalta.
Realizada pela Associação Cultural Casinha, Dalila Bastos, Híbrido Comunicação e Cultura e Pública, a Festa da Luz tem patrocínio exclusivo da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.
A expectativa agora é repetir o sucesso da edição de Belo Horizonte nas seis cidades que receberão o festival ao longo dos próximos meses.
Fonte: Balcão News