FIEMG alerta para impactos do fim da escala 6 x 1 em seminário na ALMG
Estudo técnico aponta baixa produtividade no Brasil
A FIEMG participou, ontem, segunda-feira (15/12), de um seminário realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, que debateu alternativas à proposta de extinção da escala de trabalho 6 x 1, atualmente em discussão no Senado Federal.
Representando a Federação, o presidente Flávio Roscoe contribuiu com o debate ao apresentar os possíveis impactos econômicos e sociais negativos da medida para o país.
As análises fazem parte de um estudo técnico elaborado pela FIEMG, que avalia os reflexos da mudança nas relações de trabalho.
Entre os principais pontos levantados, o levantamento aponta que o Brasil enfrenta um grave desafio de produtividade.
De 1990 a 2024, o crescimento foi de apenas 0,9%, índice inferior ao registrado por países como Índia (5,1%) e Coreia do Sul (4,2%).
O estudo também identifica que os gargalos da produtividade brasileira estão relacionados a diversos fatores estruturais, como infraestrutura logística deficiente, complexidade regulatória, insegurança jurídica, elevada carga tributária, além de baixo nível educacional, deficiência na qualificação profissional e baixa intensidade tecnológica.
Para reverter esse cenário, Flávio Roscoe defende a necessidade de mudanças estruturais que assegurem emprego e renda ao trabalhador. “O Brasil ainda precisa avançar significativamente em produtividade antes de reduzir o tempo de trabalho”, afirmou.
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Fonte: Balcão News

