Flávio Dino propõe nova reforma do Judiciário com 15 eixos de mudanças

Flávio Dino propõe nova reforma do Judiciário com 15 eixos de mudanças

Ministro do STF defende mais eficiência, transparência

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, propôs uma nova reforma do Judiciário brasileiro em artigo publicado no portal ICL Notícias.

No texto, ele defende a modernização do sistema para garantir mais rapidez, confiabilidade e acesso a direitos.

Dino relembra que a última grande reforma ocorreu em 2004 e sustenta que o país precisa de “mais justiça, não menos”, criticando discursos que defendem uma suposta autocontenção do Judiciário.

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Segundo o ministro, a reforma deve abranger todos os segmentos do sistema, que tem como órgão máximo o STF.

A proposta foi organizada em 15 eixos.

Entre os pontos destacados estão:

  • revisão do Código Penal, com penas mais rigorosas para crimes como corrupção, peculato e prevaricação envolvendo agentes do sistema de Justiça;
  • extinção de mecanismos considerados ultrapassados, como a aposentadoria compulsória punitiva;
  • revisão de benefícios indenizatórios;
  • aperfeiçoamento da tramitação de processos na Justiça Eleitoral, para evitar atrasos que geram insegurança jurídica.

O texto também sugere a revisão das competências constitucionais do STF e dos tribunais superiores. Dino não cita casos específicos, mas menciona o cenário atual da Justiça Eleitoral, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral analisa processos envolvendo os ex-governadores Cláudio Castro (RJ) e Antonio Denarium (RR).

Muitas das mudanças propostas dependem de aprovação do Congresso Nacional.

O debate ocorre em paralelo à discussão, no próprio STF, sobre a criação de um código de conduta para os ministros — iniciativa do presidente da Corte, Edson Fachin.

Fachin elogiou a proposta, afirmando que o texto apresenta um diagnóstico consistente e contribui para o debate sobre eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública nas instituições, além de oferecer base para a construção de consensos no aprimoramento do Judiciário.

Fonte: Balcão News