
Mulheres já ocupam mais de 42% dos cargos de liderança em Minas Gerais
O Governo de Minas Gerais registra, nos últimos anos, um avanço expressivo na participação feminina em cargos de liderança nas secretarias de Estado e nas forças de segurança. Atualmente, nove mulheres ocupam posições de comando, o que representa mais de 42% da chefia das instituições estaduais.
O crescimento é significativo em comparação à década passada, quando a presença feminina em funções de liderança não ultrapassava 5%. Entre os marcos recentes, destaca-se a nomeação da coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues como a primeira mulher a assumir o comando-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), em maio de 2026. No ano anterior, a coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan também entrou para a história ao se tornar a primeira comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
Na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a delegada Letícia Gamboge ocupa desde 2023 a chefia da instituição, sendo a segunda mulher a assumir o posto ao longo da história. Ela destaca o momento como simbólico para a segurança pública mineira, com três mulheres à frente das principais forças do Estado.
Segundo a delegada, a presença feminina em cargos de liderança representa um processo de reconhecimento baseado em mérito e trajetória profissional, e não em cotas de gênero. Ela ressalta ainda que as mulheres já representam mais de 35% do efetivo da Polícia Civil e reforça a importância de ampliar sua participação em espaços de decisão.
O protagonismo feminino também se reflete na administração direta. Das 18 secretarias de Estado de Minas Gerais, seis são comandadas por mulheres, entre elas a Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG), a Ouvidoria-Geral do Estado (OGE-MG), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG) e a Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom). Em fevereiro de 2025, a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) passou a ser liderada por Silvia Listgarten.
De acordo com a secretária, a presença feminina contribui para uma gestão pública mais sensível às demandas sociais, com maior capacidade de escuta e de construção de políticas públicas voltadas à diversidade da população. Ela destaca que o trabalho das mulheres na gestão pública amplia a qualidade das entregas e fortalece a execução de políticas mais inclusivas.
O índice de participação feminina em cargos de liderança no Governo de Minas supera a média dos demais estados da região Sudeste, estimada em menos de 30%, reforçando o protagonismo das mulheres na administração pública estadual.
Fonte: Balcão News





