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ALMG tem concerto, feira de artesanato e espetáculo de dança nesta semana

Programação cultural em Belo Horizonte reúne música erudita, peças artesanais de Itaguara O Teatro da Assembleia Legislativa de…

ALMG tem concerto, feira de artesanato e espetáculo de dança nesta semana

Programação cultural em Belo Horizonte reúne música erudita, peças artesanais de Itaguara

O Teatro da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, recebe nesta semana atrações de música e dança. A programação inclui o projeto Segunda Musical, com apresentações de piano e violoncelo, e o espetáculo “Zuzus”, que combina dança, moda e memória para abordar a violência contra a mulher e a resistência feminina. A Galeria de Arte também recebe uma exposição de artesanato produzido em Itaguara, na Região Central do estado.

Na segunda-feira (26), às 20h, o projeto Segunda Musical apresenta um concerto dividido em duas partes. Na primeira, o pianista Gustavo Piffer interpreta obras de Almeida Prado e Nadia Boulanger. Em seguida, o violoncelista Vinícius Gomes Reis e a pianista Gabriela Campolina executam composições de Ralph Vaughan Williams e Heitor Villa-Lobos.

A programação inclui ainda a mostra da Associação dos Artesãos Nica Vilela – Fios e Formas de Itaguara, no espaço Mineiranças, na Galeria de Arte da ALMG. A exposição reúne produtos confeccionados em tear manual, como colchas, jogos americanos, toalhas, tapetes, passadeiras, caminhos de mesa, guardanapos e panos de prato, em algodão cru e colorido.

A visitação ocorre de segunda a quinta-feira, das 8h às 18h. Os produtos estarão disponíveis para compra.

Espetáculo aborda violência contra a mulher e resistência

Na quinta-feira, às 19h30, o projeto Zás apresenta o espetáculo “Zuzus”, inspirado no legado da estilista e ativista mineira Zuzu Angel. A montagem estabelece conexões entre o período da ditadura militar no Brasil e as lutas contemporâneas das mulheres.

A produção é do coletivo Mulheres em Dança e foi idealizada e é encenada pelas dançarinas Márcia Fabiano Neves, Marise Dinis, Flavi Lopes e Gabriela Christófaro. A direção e a dramaturgia são de Rita Clemente.

Em cena, cerca de 200 peças de roupa compõem a cenografia e representam ausências, desaparecimentos e exílio forçado. O figurino, assinado por Ananda Sette, combina referências da década de 1970 com roupas de operários e peças elegantes.

A trilha sonora original, criada pela DJ Black Josie, reúne releituras e distorções de canções associadas à censura e à resistência. A proposta é aproximar a memória histórica dos anos 1970 das questões do presente.

Artistas da programação musical

Gustavo Piffer é pianista, professor e mestrando em música pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Bacharel em música com habilitação em piano pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o músico dedica parte de sua atuação à interpretação de obras de Almeida Prado.

Vinícius Gomes Reis é violoncelista e bacharel em música pela UFMG, onde ingressa no mestrado em performance musical. Sua trajetória inclui participação em festivais e encontros de música, como o Festival Internacional de Música em Casa (Fimuca), o Encontro de Músicos do Unasp-EC, eventos da Associação Brasileira de Violoncelistas e o Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc).

Gabriela Campolina é pianista formada pela UFMG. Depois da graduação, aprofundou os estudos em música de câmara e passou a atuar como professora de piano, além de desenvolver trabalhos voltados ao ensino e à prática musical.

Artesanato preserva tradição de Itaguara

A Associação dos Artesãos Nica Vilela – Fios e Formas de Itaguara surgiu em 1985, quando trabalhadoras do artesanato se organizaram formalmente para desenvolver trabalhos manuais. A iniciativa busca valorizar a tecelagem, gerar renda para as famílias e preservar a identidade cultural do município.

Transmitida entre gerações e historicamente ligada ao trabalho feminino, a atividade contribuiu para manter famílias no campo e reduzir o êxodo rural diante do crescimento da demanda regional pelos produtos de Itaguara.

Com o uso do tear mineiro de quatro pedais e de estruturas tradicionais, os artesãos produzem peças utilitárias e decorativas, como colchas, tapetes e artigos para mesa.

Coletivo Mulheres em Dança

O coletivo Mulheres em Dança reúne artistas que investigam as experiências, os desafios e as possibilidades de criação relacionados ao universo feminino. O grupo utiliza a dança como espaço de construção coletiva, sororidade e elaboração dramatúrgica.

A trajetória começou em maio de 2018. No mesmo ano, o trabalho do coletivo foi destacado pela revista Bravo! entre os 30 melhores trabalhos de dança do Brasil. Em 2019, o grupo participou da 27ª Quinzena de Dança de Almada – International Dance Festival, em Portugal.

Atualmente, sob a liderança de Márcia Fabiano Neves e Marise Dinis, o coletivo desenvolve projetos em parceria com artistas convidadas e promove oficinas, residências, encontros e apresentações performáticas.

Serviço

  • Segunda Musical: segunda-feira (26/10), às 20h, no Teatro da ALMG.
  • Mineiranças – Mostra da Associação dos Artesãos Nica Vilela: de segunda a quinta-feira, das 8h às 18h, na Galeria de Arte da ALMG. Produtos à venda.
  • Zás – espetáculo “Zuzus”: quinta-feira, às 19h30, no Teatro da ALMG.

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