Os dois terão mandatos de oito anos
Minas Gerais elegeu neste domingo (4) Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) para as duas vagas em disputa no Senado Federal. Com 98,46% dos votos apurados, Domingos Sávio somava 2.312.581 votos, o equivalente a 24,3% dos votos válidos. Marília Campos contabilizava 3.925.065 votos, cerca de 41,3%.
Os dois novos senadores terão mandatos de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término em 31 de janeiro de 2035.
Domingos Sávio
Nascido em São Tiago, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, Domingos Sávio tem 69 anos. É formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e possui pós-graduação em Direito Público.
Antes de ingressar na política, atuou como médico-veterinário, produtor rural e empresário. Em 1992, foi eleito vereador de Divinópolis e, durante o mandato, presidiu a Câmara Municipal. Quatro anos depois, em 1996, foi eleito prefeito da cidade.
Sávio também cumpriu dois mandatos como deputado estadual e quatro como deputado federal, cargo que ocupa atualmente.
Na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Viação e Transportes. Entre os projetos de sua autoria está o PL 826/2019, que deu origem à Lei Federal 14.886, de 2024, responsável por instituir o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas.
Também é autor do PL 1.800/2021, que resultou na Lei 15.394, de 2026, responsável pela criação de incentivos tributários para atividades de reciclagem de resíduos.
Na chapa eleita para o Senado, o primeiro suplente de Domingos Sávio é Braulio Braz e o segundo é Pablo Gontijo, ambos do PL.
Marília Campos
Marília Campos, de 65 anos, foi eleita para o Senado pela primeira vez. Nascida em Ouro Branco, na Região Central de Minas Gerais, é formada em Psicologia pela UFMG.
Entre 1990 e 1995, presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte. Em 2000, foi eleita vereadora de Contagem. Na sequência, conquistou três mandatos como deputada estadual, nas eleições de 2002, 2014 e 2018.
Marília foi a primeira mulher a ocupar a Prefeitura de Contagem. Ao longo da carreira política, foi eleita prefeita quatro vezes, em 2004, 2008, 2020 e 2024.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi autora do projeto que deu origem à Lei Estadual 23.450, de 2019, que instituiu a Política Estadual de Prevenção Social à Criminalidade.
Também apresentou a proposta que resultou na Lei Estadual 23.644, de 2020, que permite o registro de casos de violência doméstica por meio de delegacia virtual.
Durante a campanha ao Senado, Marília Campos apontou como uma de suas prioridades a discussão de um pacto para tratar da dívida de Minas Gerais com a União. A petista também defendeu investimentos em infraestrutura e saúde.
“Minas Gerais precisa melhorar sua infraestrutura de rodovias e estradas rurais. E também precisa de recursos para garantir mais equipamentos na área da saúde”, declarou.
A primeira suplente de Marília Campos é Luciana Costa e o segundo suplente é Laércio Cintra, ambos do PSB.
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Com informações da Agência Senado.












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