Projeto quer ampliar combate às linhas cortantes em Belo Horizonte
Dados apresentados durante a reunião mostram que o Hospital João XXIII registrou 236 atendimentos relacionados a acidentes com linhas cortantes desde 2018. Somente neste ano, até 26 de maio, foram contabilizados 12 casos.
O debate ocorreu em torno do Projeto de Lei 698/2026, de autoria da vereadora Loíde Gonçalves (MDB) e do vereador Helinho da Farmácia (PSD). A proposta busca atualizar a legislação municipal para ampliar a proibição de linhas cortantes e de alta resistência, incluindo materiais sintéticos como o nylon, além de fortalecer as penalidades para produção, armazenamento, comercialização e uso desses produtos.
Durante a audiência, representantes da Guarda Municipal destacaram os riscos das linhas para motociclistas, ciclistas, pedestres e até para a fauna. Também defenderam a ampliação das campanhas educativas nas escolas e junto à comunidade como forma de prevenir acidentes.
A proposta prevê que o Executivo promova ações permanentes de conscientização sobre os perigos das linhas cortantes e resistentes, com foco especial em crianças, adolescentes e na comunidade escolar. A Secretaria Municipal de Educação manifestou apoio à iniciativa e se colocou à disposição para colaborar com as campanhas.
Ao defender o projeto, Loíde Gonçalves lembrou a morte do menino Ravi Oliveira Dias, de 1 ano e 9 meses, atingido por uma linha chilena em Contagem. Segundo a parlamentar, o caso reforça a necessidade de aperfeiçoar a legislação para ampliar a proteção da população.
O projeto segue em tramitação na Câmara Municipal e ainda poderá receber contribuições antes da votação em primeiro turno.
Fonte: Balcão News