Sobe para 68 o número de mortos após chuvas na Zona da Mata

Sobe para 68 o número de mortos após chuvas na Zona da Mata

Cinco seguem desaparecidos

O número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira subiu para 68, segundo atualização divulgada em coletiva na tarde desta sexta-feira (27). São 62 óbitos em Juiz de Fora e seis em Ubá. Cinco pessoas continuam desaparecidas nas duas cidades.

As autoridades explicaram que o aumento no número de mortes, sem redução na lista de desaparecidos, se deve a vítimas que chegaram a ser socorridas com vida, muitas vezes por moradores, mas não resistiram horas ou dias depois.

Quarto dia de buscas

As operações de resgate entraram no quarto dia em Juiz de Fora. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais recebeu reforço de Belo Horizonte: 37 militares foram deslocados para atuar na ocorrência, incluindo equipes especializadas com cães treinados para buscas em áreas de soterramento.

No bairro Paineiras, os trabalhos se concentram na procura por um menino de 10 anos, vítima de um deslizamento que atingiu cinco pessoas da mesma família. Quatro corpos já foram resgatados. Segundo os bombeiros, o ponto é um dos mais críticos, devido à compactação dos escombros e à chuva persistente, que mantém o solo encharcado e dificulta a escavação.

Cães farejadores auxiliam nas buscas em meio à lama e aos destroços.

Outra vítima é procurada no Parque Burnier, área que concentra o maior número de mortes confirmadas até o momento. As equipes atuam com escavação manual e apoio de maquinário pesado. No bairro Linhares, bombeiros também realizam buscas por um adulto desaparecido. As identidades das vítimas não foram divulgadas.

O que provocou a chuva

De acordo com o coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Marcelo Celutci, a tragédia foi resultado da combinação de fatores meteorológicos: uma massa de ar extremamente úmida, a passagem de uma frente fria e temperaturas do mar acima da média, condição que aumenta a instabilidade atmosférica e favorece chuvas intensas.

Embora os alertas indiquem risco amplo para a região, os eventos extremos costumam ser localizados. No caso de Juiz de Fora, a topografia acidentada e a presença de encostas voltadas para o oceano — que recebem diretamente a umidade marítima — contribuíram para a intensidade dos impactos.

As buscas continuam sem prazo para encerramento.

Fonte: Balcão News