
Vereadores cobram informações sobre impactos da Linha 2 do metrô
Querem saber também sobre a passarela no Padre Eustáquio
A Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, na última quinta-feira (25), um pedido de informações à Prefeitura sobre os impactos da implantação da Linha 2 do metrô e a construção de uma passarela de acesso à futura estação na região do bairro Padre Eustáquio.
O requerimento, de autoria da vereadora Luiza Dulci (PT), foi encaminhado aos secretários municipais de Governo; Planejamento, Orçamento e Gestão; Mobilidade Urbana; Política Urbana; e Obras e Infraestrutura. O objetivo é obter esclarecimentos sobre o acompanhamento das obras, possíveis contrapartidas urbanísticas e questões relacionadas à compensação ambiental.
Segundo o projeto divulgado pelo Governo de Minas, a Linha 2 do metrô terá 10,5 quilômetros de extensão e sete novas estações, ligando a Estação Nova Suíça ao Barreiro. O trajeto passará pelos bairros Nova Gameleira, Nova Cintra, Vista Alegre e Ferrugem, com previsão de início das operações em 2028.
No documento aprovado pela comissão, a parlamentar destaca que, embora a obra seja conduzida pelo governo estadual, seus efeitos atingem diretamente o território e a população de Belo Horizonte.
“Apesar de ser diretamente relacionada ao Governo do Estado de Minas Gerais, a obra causa impacto nas pessoas e no território municipal”, argumenta a vereadora.
Entre os questionamentos encaminhados ao Executivo está a existência de um órgão ou responsável específico da Prefeitura para acompanhar as intervenções relacionadas à ampliação do sistema metroviário.
O requerimento também aborda a construção de uma passarela sobre a Avenida Tereza Cristina, considerada importante para garantir o acesso seguro de moradores do bairro Padre Eustáquio à futura estação. Segundo Luiza Dulci, a concessionária Metrô BH teria informado que indefinições envolvendo o projeto do Parque do Calafate podem comprometer a execução da estrutura.
Diante disso, a vereadora questiona se há interlocução direta entre a Prefeitura e a concessionária para assegurar a ligação entre os dois lados da avenida e facilitar o acesso dos pedestres.
Outro ponto levantado diz respeito à infraestrutura do entorno da estação. O pedido de informações aponta que o projeto apresentado pela concessionária não prevê a implantação de baia para ônibus nem a ampliação das calçadas na área de acesso pela Avenida Tereza Cristina. A parlamentar quer saber se o Município pretende exigir contrapartidas ou realizar intervenções complementares para melhorar a mobilidade local.
A compensação ambiental também está entre os temas abordados. Os secretários deverão informar se haverá pagamento ou medidas compensatórias em razão do corte de árvores necessário para a execução das obras.
Além disso, a vereadora solicita esclarecimentos sobre os licenciamentos exigidos para a construção da Estação Nova Suíça, quantos já foram concedidos e qual órgão municipal é responsável pelo acompanhamento do processo.
As respostas deverão ser encaminhadas à comissão para subsidiar a fiscalização do empreendimento e o acompanhamento dos impactos da expansão do metrô na capital mineira.
Fonte: Balcão News





