CMBH cobra transparência na gestão de imóveis públicos em Belo Horizonte

CMBH cobra transparência na gestão de imóveis públicos em Belo Horizonte

Quatro pedidos de informação foram aprovados na Comissão de Administração Pública e Segurança Pública para esclarecer uso, manutenção e ocupações de imóveis municipais

A gestão de imóveis públicos em Belo Horizonte entrou na pauta da Comissão de Administração Pública e Segurança Pública na última quarta-feira, com a aprovação de quatro pedidos de informação de autoria do vereador Pablo Almeida (PL).

Os requerimentos buscam esclarecimentos detalhados sobre imóveis públicos em desuso, ocupações irregulares, bens alugados pela Prefeitura e os prazos para destinação (afetação) e alienação de propriedades do município.

Segundo Pablo Almeida, existem indícios de que o município mantém um número significativo de imóveis ociosos, subutilizados ou com ocupações irregulares, o que representa não apenas prejuízo ao erário, mas também uma oportunidade perdida de oferecer serviços à população.

“É um desperdício de recursos e espaços que poderiam ser usados para cultura, assistência social, educação, esporte, lazer ou desenvolvimento urbano sustentável”, alerta o parlamentar.

Principais questionamentos

Os pedidos de informação foram direcionados ao prefeito Álvaro Damião, ao secretário de Governo, Guilherme Catunda Daltro, e à Secretaria Municipal de Administração Logística e Patrimonial, e abordam temas como:

Quantidade, localização e valor dos imóveis públicos em desuso ou ocupados irregularmente;

Existência de ações administrativas ou judiciais sobre essas ocupações;

Se há planejamento para destinação social desses imóveis;

Custo mensal e anual da manutenção de imóveis ociosos;

Impacto dessas despesas no orçamento municipal;

Existência de processos licitatórios para auditorias patrimoniais;

Prazos e procedimentos para afetação e alienação de bens públicos, além de iniciativas de digitalização ou desburocratização desses processos;

Levantamento detalhado dos 84 imóveis alugados pela Prefeitura, com endereços, valores de aluguel e situação atual (em uso, desuso ou ocupação irregular).

O vereador destaca que o objetivo não é apenas fiscalizar, mas também propor soluções legislativas para:

Regularização de imóveis;

Cessão de uso para entidades de interesse público;

Alienação responsável;

Criação de um Plano Municipal de Gestão e Destinação de Imóveis Públicos, promovendo maior eficiência na gestão patrimonial da cidade.

Com a aprovação dos pedidos na Comissão, o Executivo Municipal tem prazo legal para responder aos questionamentos. O vereador aguarda as respostas para formular propostas concretas que possam gerar economia, combater desperdícios e ampliar a oferta de serviços públicos por meio do uso adequado dos imóveis da cidade.

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Fonte: Balcão News

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