Mulheres ainda são minoria nas profissões do futuro em MG

Mulheres ainda são minoria nas profissões do futuro em MG

Estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais aponta baixa presença feminina

em áreas como inteligência artificial e desenvolvimento de software.

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) chama atenção para a desigualdade de gênero nas chamadas “profissões do futuro” em Minas Gerais.

De acordo com o estudo, divulgado nesta sexta-feira (6), as mulheres representam apenas 0,4% das ocupações em áreas ligadas a tecnologia e inovação, como inteligência artificial, Big Data e desenvolvimento de software. Entre os homens, a participação chega a 1,5%.

Segundo a coordenadora da Gerência de Economia da FIEMG, Juliana Gagliardi, é fundamental ampliar políticas públicas e privadas que incentivem a presença feminina em setores estratégicos da economia.

Ela destaca que programas de formação nas áreas de STEM — ciência, tecnologia, engenharia e matemática — e ações de requalificação profissional podem ajudar a reduzir a desigualdade e preparar mais mulheres para as transformações do mercado de trabalho.

O levantamento também aponta outro desafio: enquanto estão pouco presentes nas áreas mais promissoras, as mulheres aparecem em maior número nas profissões com risco de desaparecer nos próximos anos.

Em Minas Gerais, 16,6% das mulheres com emprego formal trabalham em funções consideradas de alto risco de automação, como atendentes de serviços postais, caixas bancários e operadores de caixa.

Entre os homens, esse percentual é de 5,6%.

Essas ocupações estão entre as que têm maior probabilidade de retração até 2030, o que pode ampliar ainda mais as desigualdades no mercado de trabalho.

Para a FIEMG, os dados reforçam a necessidade de ampliar iniciativas de capacitação e inclusão que estimulem a participação feminina em áreas como computação, programação e inovação tecnológica, consideradas essenciais para o futuro da economia.

 

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Fonte: Balcão News