Flávio Roscoe anuncia desincompatibilização e destaca legado na FIEMG
Entre 2018 e 2026, Sistema FIEMG amplia investimentos, expande educação e inovação em prol de Minas
O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, apresentou nesta quarta-feira (1º/4) um amplo balanço de sua gestão à frente da entidade, cobrindo o período de 2018 a 2026. O encontro com a imprensa não apenas revisitou números expressivos, mas também delineou o impacto concreto das ações conduzidas ao longo de oito anos — um ciclo marcado por expansão, modernização e protagonismo institucional.
Logo no início, Roscoe trouxe um anúncio relevante: irá oficializar sua desincompatibilização do cargo a partir do dia 3 de abril, atendendo às exigências legais para participação no processo eleitoral, conforme estabelece o estatuto da entidade. A decisão adiciona um novo capítulo à sua trajetória, ao mesmo tempo em que encerra um período de intensa atuação à frente da Federação.
A apresentação foi direta, mas carregada de significado. Em tom firme, o dirigente destacou o papel estratégico da indústria como motor do desenvolvimento econômico de Minas Gerais. Mais do que números, o balanço revelou um projeto consistente de fortalecimento do setor produtivo.
Investimentos e expansão estrutural
Durante sua gestão, o Sistema FIEMG registrou um volume robusto de investimentos. Foram R$ 1,368 bilhão aplicados em infraestrutura, tecnologia e educação. Um montante que não apenas modernizou a estrutura existente, mas ampliou significativamente o alcance da entidade.
A presença institucional cresceu. Hoje, são 89 unidades distribuídas por todo o estado, consolidando uma rede capilarizada, capaz de atender demandas diversas da indústria mineira. Essa expansão não ocorreu por acaso. Foi fruto de planejamento estratégico aliado a uma leitura precisa das necessidades regionais.
Os impactos foram além das estruturas físicas. Segundo os dados apresentados, a atuação da FIEMG contribuiu para gerar um impacto econômico estimado em R$ 2,1 trilhões. Um número expressivo, sustentado pela atração de investimentos e pela redução de custos para a população.
Em parceria com o governo estadual, a Federação também teve papel relevante na atração de R$ 22,6 bilhões em investimentos. Esse movimento fortaleceu cadeias produtivas, impulsionou a geração de empregos e dinamizou economias regionais.
Educação como eixo transformador
A educação apareceu como um dos pilares mais consistentes da gestão. E os números comprovam. O crescimento da rede SESI foi significativo. Em 2017, eram 25.526 matrículas. No ano passado, esse número saltou para 42.472. Um avanço expressivo, que reflete não apenas expansão, mas também valorização da educação de qualidade.
Além disso, mais de 510 mil matrículas gratuitas foram ofertadas ao longo do período. Um dado que evidencia o compromisso social da entidade, ampliando o acesso ao ensino e contribuindo para a formação de cidadãos mais preparados.
O desempenho educacional também merece destaque. A rede SESI alcançou médias elevadas no ENEM e consolidou reconhecimento nacional, posicionando-se entre as melhores escolas do país. Não se trata apenas de quantidade, mas de excelência.
Formação profissional em ritmo acelerado
Se a educação básica avançou, a formação profissional acompanhou o mesmo ritmo — ou até o superou. O SENAI registrou 250.830 alunos matriculados em 2025. Um crescimento de 152% em relação a 2017. O número impressiona, mas o contexto explica: houve expansão significativa de cursos técnicos, programas de qualificação e ensino a distância.
Essa evolução atende a uma demanda clara do mercado. A indústria exige mão de obra qualificada, adaptável e preparada para novos desafios tecnológicos. Nesse cenário, o SENAI se posiciona como protagonista na formação desses profissionais.
A ampliação da oferta educacional não apenas supre lacunas do mercado de trabalho, mas também abre portas para milhares de mineiros. É desenvolvimento com impacto direto na vida das pessoas.
Saúde, segurança e inovação
Outro ponto de destaque no balanço foi a atuação nas áreas de saúde e segurança do trabalho. Em 2025, foram mais de 1,1 milhão de atendimentos realizados. Um volume que revela a importância dos serviços oferecidos e o alcance da atuação da FIEMG junto aos trabalhadores da indústria.
Esses números não são apenas estatísticas. Representam cuidado, prevenção e qualidade de vida para milhares de profissionais.
Na área de inovação, os avanços também foram expressivos. A receita com serviços de tecnologia saltou de R$ 28 milhões em 2019 para R$ 110,5 milhões em 2025. Um crescimento que evidencia a transformação digital como prioridade estratégica.
Ao todo, mais de R$ 200 milhões foram destinados a projetos estruturantes. Entre eles, iniciativas voltadas à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e descarbonização — temas cada vez mais centrais na agenda global.
A FIEMG, nesse contexto, não apenas acompanhou tendências. Atuou como agente ativo de mudança.
Atuação institucional fortalecida
A gestão também ampliou significativamente sua presença institucional. Foram mais de 39 mil atendimentos realizados a indústrias e sindicatos. Um número que demonstra proximidade com o setor produtivo e capacidade de resposta às demandas.
Além disso, a FIEMG acompanhou mais de 12 mil projetos de lei. Em pautas prioritárias, obteve mais de 22% de êxito — um índice relevante, considerando a complexidade do ambiente legislativo.
No campo jurídico, foram conduzidas 616 ações, envolvendo valores superiores a R$ 136 bilhões. Um trabalho técnico, estratégico e essencial para a defesa dos interesses da indústria e da sociedade.
Crescimento da base associativa
Outro indicador importante foi o crescimento da base associativa. Em 2018, a FIEMG contava com 4.206 associados. Em 2026, esse número ultrapassa 8 mil. Um aumento significativo, que reflete confiança institucional e fortalecimento da representatividade.
Esse crescimento veio acompanhado de uma reestruturação sindical. O objetivo foi claro: ampliar a capacidade de atuação e garantir maior alinhamento com as necessidades do setor. Mais associados significam mais voz. E, consequentemente, maior influência nas decisões que impactam a indústria mineira.
Declarações do presidente
Ao comentar os resultados, Flávio Roscoe destacou o papel central da indústria no desenvolvimento do estado:
“Ampliamos investimentos, fortalecemos a indústria e contribuímos para melhorar o ambiente de negócios em Minas Gerais. Esse trabalho gera empregos, renda e oportunidades para a população.”
A fala sintetiza a essência da gestão. Crescimento econômico aliado à geração de valor social.
Em outro momento, o presidente reforçou o alcance das ações da entidade:
“A atuação da FIEMG vai além do setor produtivo. Quando investimos em educação, qualificação e inovação, estamos impactando diretamente a vida das pessoas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do estado.”
As declarações evidenciam uma visão mais ampla. Não se trata apenas de indústria, mas de sociedade.
Legado e perspectivas
Ao final de sua gestão, Flávio Roscoe deixa uma FIEMG mais estruturada, mais moderna e mais preparada para os desafios futuros.
A entidade ampliou sua capacidade de atendimento. Fortaleceu sua atuação institucional. Expandiu sua presença em áreas estratégicas. O legado é visível. E mensurável.
A combinação de investimentos robustos, expansão educacional e atuação política consistente posiciona a FIEMG como um dos principais agentes de desenvolvimento de Minas Gerais.
O anúncio da desincompatibilização marca o encerramento de um ciclo — e o início de outro. Ao deixar o cargo para participar do processo eleitoral, Roscoe cumpre as exigências legais e abre espaço para novos desdobramentos em sua trajetória pública.
A gestão de Flávio Roscoe à frente da FIEMG foi marcada por crescimento estruturado, inovação e compromisso social. Um conjunto de ações que reforça o papel da indústria como vetor de desenvolvimento.
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Fonte: Balcão News


