FIEMG critica nível elevado de juros após nova decisão do Copom
Entidade alerta para impactos sobre investimentos, emprego e competitividade da indústria
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, não é suficiente para reverter os efeitos negativos sobre a atividade econômica.
Segundo a entidade, a manutenção dos juros em patamar elevado por período prolongado tende a aprofundar o enfraquecimento da economia, com impactos diretos na geração de emprego e renda, especialmente em um cenário de incertezas internas e externas.
A FIEMG reconhece a importância do controle da inflação para a estabilidade econômica, mas destaca que o nível atual da taxa básica encarece o crédito, desestimula investimentos produtivos, eleva os custos de produção e compromete a competitividade da indústria.
De acordo com projeções do boletim Focus, a expectativa é de que a Selic permaneça em dois dígitos até pelo menos 2028, mantendo a política monetária em nível considerado restritivo.
Diante desse cenário, a entidade defende uma condução mais equilibrada da política monetária, que concilie o controle inflacionário com estímulos ao crescimento econômico e à atividade produtiva, levando em conta os efeitos já acumulados das medidas adotadas.
Fonte: Balcão News


