
SUS retoma reforço contra pólio para crianças de 4 anos
Com a mudança, o calendário de vacinação contra a poliomielite passa a contar com cinco doses. As três primeiras continuam sendo aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já os reforços serão administrados aos 15 meses e aos 4 anos.
Até 2024, o esquema incluía três doses da vacina injetável e duas doses de reforço com a vacina oral, popularmente conhecida como “gotinha”. No entanto, o Ministério da Saúde decidiu substituir totalmente a versão oral pela injetável após avaliações técnicas que apontaram que, embora raramente, o vírus atenuado utilizado na vacina oral pode sofrer mutações e provocar a doença.
A decisão foi tomada após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e formalizada por meio de nota técnica do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, a dose de reforço é importante para manter elevados os níveis de proteção ao longo do tempo. Ela destaca que, embora a poliomielite esteja erradicada no Brasil há décadas, surtos localizados em outros países mantêm o risco de reintrodução da doença.
A especialista ressalta ainda que o esquema com dois reforços segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é fundamental para proteger crianças menores de 5 anos, faixa etária mais vulnerável às formas graves da infecção.
O Ministério da Saúde orienta que pais e responsáveis levem aos postos de saúde todas as crianças menores de 5 anos que ainda não tenham completado o esquema vacinal para avaliação e eventual atualização da caderneta.
O Brasil, segundo a Agência Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989 e recebeu, em 1994, o certificado internacional de área livre da circulação do vírus. Apesar disso, autoridades sanitárias reforçam que a vacinação continua sendo a principal estratégia para impedir o retorno da doença, conhecida popularmente como paralisia infantil.
Entre 1968 e 1989, o país contabilizou mais de 26 mil casos da doença. Embora muitas infecções apresentem sintomas leves, a poliomielite pode atingir o sistema nervoso, causar paralisia permanente e, em casos mais graves, levar à morte.
Fonte: Balcão News





