Atlético vence Athletico-PR e sobe no Brasileirão
Galo confirma boa fase em casa
Em uma tarde de futebol consistente, intensidade e oportunismo, o Atlético fez valer o mando de campo e superou o Athletico Paranaense por 2 a 1, neste domingo (5), na Arena MRV, em Belo Horizonte. O duelo, válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, reforçou o momento de crescimento da equipe mineira, que agora já vislumbra voos mais altos na competição.
Com gols de Victor Hugo e Gustavo Scarpa — ambos decisivos em momentos distintos da partida — o Galo construiu um resultado importante diante de sua torcida. Já Julimar, no fim, ainda tentou reacender a esperança dos visitantes, mas o esforço foi insuficiente para evitar a derrota.
O triunfo não apenas garantiu três pontos valiosos. Ele também reposicionou o Atlético na tabela, elevando o clube à oitava colocação, com 14 pontos somados — um indicativo claro de recuperação após um início irregular.
Início fulminante dita o ritmo
Desde o apito inicial, o Atlético demonstrou ambição. Nada de estudo excessivo ou cautela exagerada. O time partiu para cima, pressionando alto e ocupando o campo ofensivo com naturalidade. E a recompensa veio cedo.
Logo aos cinco minutos, Cuello avançou com velocidade e encontrou Hulk na entrada da área. O chute do camisa 7 foi travado, mas a bola sobrou limpa para Victor Hugo, que não desperdiçou. Finalização rasteira, desvio providencial e bola no fundo das redes. Um começo elétrico.
O gol cedo não diminuiu o ímpeto atleticano. Pelo contrário. Embalado pela torcida, o time seguiu agressivo, criando oportunidades em sequência. Foram ao menos três grandes chances antes do intervalo, todas parando nas mãos seguras do goleiro Santos ou na defesa bem posicionada do Furacão.
Enquanto isso, o time visitante pouco produziu. A equipe comandada por Odair Hellmann encontrou dificuldades para articular jogadas ofensivas e praticamente não ameaçou o goleiro Everson durante a primeira etapa.
Controle e intensidade no primeiro tempo
O domínio do Atlético na etapa inicial foi evidente. A posse de bola era controlada, os espaços eram bem ocupados e a transição ofensiva funcionava com fluidez.
Não se tratava apenas de volume, mas de organização.
O meio-campo mineiro conseguiu neutralizar as tentativas de reação do adversário, enquanto os laterais apoiavam com consistência. Victor Hugo, autor do primeiro gol, surgia como peça-chave, aparecendo entre linhas e finalizando com frequência.
Ainda assim, o placar mínimo persistiu até o intervalo. E, no futebol, isso quase sempre deixa o jogo em aberto.
Mudanças alteram o panorama
Na volta para o segundo tempo, o cenário começou a se modificar. O Athletico-PR voltou mais agressivo, adiantando suas linhas e tentando sufocar a saída de bola atleticana. Era uma nova postura.
As alterações promovidas por Hellmann deram mais mobilidade ao time paranaense, que passou a rondar a área adversária com mais frequência. Nos primeiros 30 minutos da etapa final, o Furacão teve suas melhores oportunidades — ainda que sem grande precisão nas finalizações. Mas o Atlético respondeu.
Com leitura apurada, o técnico Eduardo Domínguez mexeu na equipe e promoveu as entradas de Dudu, Cissé, Scarpa e Bernard. As mudanças surtiram efeito imediato: o time ganhou fôlego, velocidade e, sobretudo, capacidade de decisão.
O gol que trouxe tranquilidade
Aos 34 minutos, o momento-chave da partida. Gustavo Scarpa recebeu na intermediária, ajeitou o corpo e arriscou de longa distância. O chute saiu potente, com leve desvio na defesa, e encobriu o goleiro Santos. Um golaço.
Mais do que ampliar o placar, o segundo gol trouxe alívio. Era a confirmação de um jogo bem construído — e a recompensa por uma atuação consistente. A Arena MRV explodiu.
Furacão reage no fim, mas não evita derrota
Quando o jogo parecia sob controle absoluto do Atlético, o Athletico-PR encontrou uma brecha. Aos minutos finais, após cobrança de escanteio, Julimar subiu mais alto que a defesa e cabeceou firme para o fundo das redes. O gol diminuiu a diferença e reacendeu o ânimo dos visitantes. Por alguns instantes, o clima mudou.
O Furacão pressionou, tentou explorar o nervosismo adversário e buscou o empate com insistência. Foram minutos tensos, com a torcida apreensiva e o Atlético recuando suas linhas. Mas nada que alterasse o desfecho.
Com organização defensiva e controle emocional, o Galo segurou o resultado até o apito final.
Vitória construída com eficiência
Mais do que um resultado positivo, a vitória do Atlético evidenciou um aspecto fundamental: eficiência. O time não foi apenas dominante em determinados momentos. Ele soube transformar suas oportunidades em gols — algo que muitas equipes ainda buscam no campeonato.
Além disso, a consistência defensiva também merece destaque. Mesmo pressionado em parte do segundo tempo, o sistema defensivo respondeu bem, limitando as ações mais perigosas do adversário. É um sinal claro de evolução.
Situação na tabela e momento das equipes
Com o triunfo, o Atlético chega aos 14 pontos e ocupa a oitava posição na tabela do Brasileirão. A sequência positiva — agora com duas vitórias consecutivas — reforça a confiança do elenco e aproxima o clube da parte de cima da classificação.
Já o Athletico-PR, apesar da derrota, permanece com campanha competitiva. A equipe segue na parte superior da tabela, mas vê adversários encostando e a margem de erro diminuindo. O campeonato, afinal, é longo. E cada detalhe conta.
Próximos desafios do Galo
Agora, o Atlético muda o foco. A equipe mineira dá uma pausa no Campeonato Brasileiro e volta suas atenções para a Copa Sul-Americana. O próximo compromisso será na quarta-feira (8), contra a Academia Puerto Cabello, na Venezuela.
Será um teste diferente. Outro cenário, outra competição, novas exigências. Mas, se mantiver o nível apresentado, o Galo tem tudo para seguir competitivo.
Furacão busca recuperação
Do outro lado, o Athletico-PR terá a semana cheia para ajustes. O time volta a campo apenas no próximo domingo (12), quando enfrenta a Chapecoense pela Série A. Será a oportunidade ideal para corrigir falhas, especialmente no setor defensivo, e retomar o caminho das vitórias. A resposta precisa ser rápida.
O futebol, muitas vezes, é decidido nos detalhes. E, neste domingo, o Atlético foi mais preciso, mais organizado e mais eficaz. Venceu com méritos.
Diante de sua torcida, construiu um resultado sólido, demonstrou evolução coletiva e deixou claro que pode, sim, brigar por posições mais ambiciosas no Campeonato Brasileiro.
Ainda há muito pela frente. Mas o caminho, agora, parece mais promissor.
Ficha técnica: Atlético 2 x 1 Athlético Paranaense
Atlético
Everson; Natanael, Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco, Tomás Pérez (Mamady Cissé) e Victor Hugo; Reinier (Bernard); Hulk (Cassierra) e Tomás Cuello (Dudu).
Técnico: Eduardo Domínguez
Athletico-PR
Santos, Benavídez, Arthur Dias, Aguirre e Esquivel, Luiz Gustavo (Bruninho), Jadson (Portilla), Léo Derick (Léozinho) e Dudu (João Cruz); Mendoza (Julimar) e Viveros.
Técnico: Odair Hellmann.
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Fonte: Balcão News


