Chevrolet Montana 2027 reforça vocação SUV
Montana, picape médio-compacta da Chevrolet evolui em conforto, tecnologia e eficiência
A Chevrolet Montana chega à linha 2027 com uma missão bastante clara: reforçar sua posição como uma das representantes mais coerentes do conceito de “SUV com caçamba” no mercado brasileiro. Em um segmento que deixou de ser apenas utilitário para se tornar também familiar, urbano e tecnológico, a picape médio-compacta da General Motors passa por uma evolução pontual, mas relevante, especialmente nos campos de conforto, conveniência, conectividade e refinamento interno.
A transformação das picapes no Brasil não aconteceu por acaso. Nos últimos dez anos, a participação das caminhonetes no mercado nacional saltou de 12% para 19%, impulsionada principalmente pelo avanço das chamadas picapes médio-compactas. Elas nasceram para ocupar um espaço entre os automóveis de passeio, os SUVs compactos e as caminhonetes tradicionais de maior porte.

Nesse ambiente, a Montana encontrou seu território.
Mais do que uma picape convencional, ela se apresenta como um veículo de uso múltiplo. Tem caçamba, sim. Mas não quer ser lembrada apenas por isso. Seu apelo está justamente na combinação entre carroceria monobloco, suspensão com acerto próximo ao de um automóvel de passeio, cabine dupla espaçosa, motor turbo flex eficiente e uma proposta de condução que conversa diretamente com quem usa o carro todos os dias na cidade, mas também precisa de espaço para viagens, lazer, trabalho leve ou transporte de bagagem.
Uma picape que nasceu para dialogar com os SUVs
A Montana atual foi concebida dentro de uma lógica diferente daquela que marcou gerações antigas de picapes compactas. O consumidor mudou. A expectativa também. Quem procura um veículo com caçamba hoje não necessariamente quer abrir mão de conforto, silêncio a bordo, conectividade, bom acabamento ou dirigibilidade agradável.
Foi nessa virada de comportamento que a Chevrolet posicionou a Montana como um produto de transição entre mundos. De um lado, a praticidade de uma picape. Do outro, o comportamento mais civilizado e familiar de um SUV.

A própria marca resume essa proposta ao definir o modelo como um “SUV com caçamba”. A expressão pode parecer publicitária à primeira vista, mas faz sentido quando se observa a arquitetura do veículo. A Montana utiliza carroceria monobloco, tem cabine dupla, suspensão dianteira independente do tipo McPherson, suspensão traseira semi-independente com eixo de torção e direção elétrica progressiva. Ou seja, seu conjunto técnico privilegia conforto, estabilidade e facilidade de condução.
Essa abordagem afasta a Montana do universo mais rústico das picapes tradicionais e a aproxima de modelos voltados ao uso cotidiano. Não é uma caminhonete bruta no sentido clássico. É uma picape urbana, familiar, funcional e tecnológica.
E isso fica claro na forma como ela ocupa as ruas.
Com 4.717 mm de comprimento e 1.798 mm de largura, a Montana tem porte suficiente para transmitir presença, mas sem se tornar desajeitada em grandes centros urbanos. A caçamba de 874 litros amplia sua capacidade de uso e dá ao modelo um diferencial importante diante de SUVs compactos convencionais, que normalmente oferecem porta-malas menores e menos versáteis.
A receita é simples, mas eficaz: entregar espaço para pessoas e carga em um veículo que não intimida no uso diário.
Design externo: porte equilibrado e visual contemporâneo
O desenho da Chevrolet Montana acompanha a proposta de robustez moderada. A picape não tenta parecer maior do que é. Também não cai no exagero visual. Suas linhas externas trabalham com volumes bem definidos, uma frente de personalidade e proporções que ajudam a transmitir a ideia de veículo familiar com aptidão utilitária.
Na dianteira, o conjunto visual reforça a identidade global da Chevrolet. A grade frontal ocupa posição de destaque e compõe uma frente larga, com aspecto mais horizontalizado. Esse recurso ajuda a dar sensação de amplitude e estabilidade visual, algo importante em uma picape que busca transmitir robustez sem recorrer a artifícios excessivamente pesados.
A dianteira também contribui para aproximar a Montana do universo dos SUVs. A altura da carroceria, a assinatura visual e a composição dos elementos frontais deixam o modelo com aparência mais sofisticada do que a de uma picape puramente funcional. Nas versões superiores, Premier e RS, os faróis em LED com projetor reforçam essa leitura mais tecnológica e moderna.
O perfil lateral evidencia a cabine dupla e a integração entre o habitáculo e a caçamba. A linha de cintura elevada dá à Montana uma postura firme, enquanto as rodas aro 17, disponíveis nas versões intermediárias, ajudam a preencher melhor as caixas de roda e aprimoram a presença visual. Nas configurações mais completas, as rodas de liga leve e o Santo Antônio integrado acrescentam um toque de acabamento mais elaborado.

A traseira também recebeu uma alteração simbólica na linha 2027. A Chevrolet retirou o emblema “Turbo” da tampa traseira para valorizar o nome Chevrolet em baixo-relevo. É uma mudança discreta, porém coerente com o reposicionamento do modelo. Em vez de enfatizar apenas a motorização, a marca passa a reforçar a identidade do produto e sua assinatura visual.
As lanternas traseiras completam o conjunto com desenho alinhado ao estilo da picape. A caçamba, por sua vez, não aparece como um simples compartimento de carga. Ela é parte essencial da proposta da Montana, principalmente por conta do conceito Multi-Flex.

Caçamba Multi-Flex: o porta-malas gigante da Montana
Um dos pontos mais interessantes da Montana é a forma como a Chevrolet reinterpretou a caçamba. Em muitos modelos, esse espaço é tratado apenas como área de carga. Na Montana, a proposta vai além. A marca a apresenta como uma espécie de porta-malas gigante, capaz de atender diferentes tipos de uso.
Com 874 litros de capacidade, a caçamba oferece volume suficiente para bagagens de viagem, equipamentos esportivos, compras maiores, objetos de lazer e demandas profissionais leves. A ideia é permitir que o proprietário use a Montana com a praticidade de uma picape, mas sem a sensação de estar dirigindo um veículo excessivamente utilitário.
A caçamba Multi-Flex reforça essa versatilidade. Ela foi pensada para acomodar diferentes tipos de carga e pode receber acessórios como as divisórias Multi-Board, que ampliam as possibilidades de organização. Na prática, isso permite separar objetos, evitar deslocamentos indesejados durante o trajeto e adaptar o compartimento às necessidades de cada momento.
Esse tipo de solução dialoga bem com o consumidor urbano. Afinal, nem todo dono de picape carrega cimento, ferramentas ou materiais de obra. Muitos precisam de espaço para malas, bicicletas, caixas, equipamentos de trabalho, compras grandes ou itens de lazer. A Montana entende esse perfil.
É uma picape para quem valoriza flexibilidade. E flexibilidade, no segmento atual, vale muito.

Interior: cabine mais refinada e percepção superior de qualidade
A linha 2027 da Chevrolet Montana traz uma das mudanças mais relevantes no interior: o acabamento macio ao toque no painel. Pode parecer um detalhe menor para quem avalia apenas números de desempenho, mas faz diferença na experiência de uso. O contato visual e tátil com o painel é constante. Quando o material transmite maior cuidado, a percepção de qualidade da cabine cresce imediatamente.
Esse novo acabamento ajuda a Montana a reforçar sua aproximação com os SUVs. A cabine ganha uma atmosfera mais acolhedora e menos utilitária. O motorista percebe que está em uma picape, mas não em um veículo espartano. Há preocupação com textura, apresentação e conforto visual.
A Chevrolet afirma que as mudanças da linha 2027 foram definidas a partir da análise do uso real dos clientes. Isso explica a escolha por melhorias de conveniência e acabamento, justamente pontos que pesam bastante no cotidiano. O consumidor que usa o carro todos os dias sente essas diferenças em pequenos momentos: ao manobrar, ao enfrentar chuva, ao estacionar, ao tocar o painel, ao acessar os comandos, ao conectar o celular, ao organizar objetos no interior.
A cabine dupla também é parte fundamental da proposta. O bom aproveitamento interno permite que a Montana funcione como carro principal da família. Ela não é apenas um veículo para duas pessoas com caçamba atrás. É uma picape com espaço para ocupantes, rotina urbana e viagens.
O desenho interno mantém o foco na funcionalidade. Os comandos ficam voltados para facilitar a operação no dia a dia, enquanto os equipamentos variam conforme a versão. Nas configurações intermediárias, aparecem recursos como painel digital configurável, transmissão automática, chave inteligente e rodas aro 17. Já nas versões Premier e RS, o acabamento interno premium reforça a sensação de produto mais sofisticado.

Conforto a bordo: evolução guiada pelo uso cotidiano
O conforto é um dos pilares da linha 2027. A Montana não recebeu uma transformação radical, mas evoluções estratégicas. E, nesse tipo de produto, os detalhes fazem diferença.
O sensor de estacionamento traseiro passa a estar presente em todas as versões, o que melhora a praticidade nas manobras. Em uma picape com caçamba, ainda que de porte urbano, a visibilidade traseira e a percepção de distância são pontos importantes. O recurso ajuda em vagas apertadas, garagens de prédio, estacionamentos de shopping e manobras em áreas com obstáculos baixos.
Nas versões topo de linha Premier e RS, a Montana acrescenta sensor de chuva com ajuste automático de intensidade. O sistema identifica a presença de água no para-brisa e ajusta o funcionamento dos limpadores conforme a necessidade. É um daqueles equipamentos que o motorista talvez não considere essencial até se acostumar com ele. Depois, sente falta.
Outro item que chega entre os acessórios é o retrovisor externo com função tilt-down. Ao engatar a marcha à ré, o espelho pode inclinar para baixo e ampliar a visualização de guias, vagas e obstáculos próximos ao solo. Em cidades com calçadas irregulares, rampas estreitas e vagas apertadas, o recurso tem utilidade evidente.
Essas atualizações revelam uma Montana mais madura. Não se trata de acrescentar equipamentos apenas para inflar a ficha técnica. A evolução mira a experiência real de uso, especialmente em ambientes urbanos.

Painel de instrumentos e multimídia: tecnologia desde a base
A Chevrolet Montana 2027 traz uma lista robusta de equipamentos desde as versões de entrada. Entre os itens informados pela marca estão a central multimídia MyLink, o sensor crepuscular, seis airbags e o protetor de caçamba.
A presença da multimídia MyLink desde a base é importante para manter a Montana competitiva em um mercado no qual conectividade já não é luxo. O público espera integração digital, acesso facilitado a funções do veículo e operação intuitiva. A central multimídia se tornou o centro de convivência entre carro e motorista.
Nas versões intermediárias, a Montana passa a oferecer painel digital configurável. Esse recurso eleva a percepção tecnológica da cabine e permite ao condutor visualizar informações de maneira mais adaptada ao seu estilo de uso. Um painel configurável também aproxima a picape dos SUVs modernos, que cada vez mais apostam em ambientes internos digitais.
A chave inteligente, disponível nas versões intermediárias, contribui para essa experiência de conveniência. O motorista não precisa recorrer constantemente à chave física para acessar ou operar o veículo, o que torna a rotina mais fluida.
A Montana 2027 também avança em conectividade por meio do OnStar Basics, agora com oito anos de gratuidade. O plano inclui diagnóstico remoto e acesso ao aplicativo myChevrolet, com funções como localização do veículo, travamento e destravamento remoto das portas e, nas versões com ar-condicionado digital, acionamento remoto do motor para climatização da cabine.
Em um país de clima quente, esse último recurso tem apelo considerável. Poder ligar o motor remotamente para iniciar a climatização antes de entrar no carro torna o uso diário mais confortável, especialmente quando o veículo ficou exposto ao sol.
Além disso, o cliente conta com até três meses de experimentação do plano Protect, que reúne serviços de segurança e emergência, como resposta automática em caso de acidente, acompanhamento seguro e Wi-Fi embarcado.
Segurança: seis airbags e alerta de ponto cego nas versões superiores
No campo da segurança, a Montana 2027 mantém um pacote consistente dentro da proposta do segmento. Desde a versão de entrada, a picape oferece seis airbags, item importante para proteção dos ocupantes e diferencial relevante em um mercado no qual nem todos os veículos de entrada entregam esse nível de cobertura.
O sensor crepuscular também está presente desde a base. Ele aciona automaticamente os faróis conforme a luminosidade externa, contribuindo para segurança e praticidade. Pode parecer um detalhe simples, mas evita que o motorista se esqueça de ligar a iluminação em túneis, garagens, períodos de chuva ou ao anoitecer.
Nas versões Premier e RS, a Montana acrescenta alerta de ponto cego. Esse recurso é especialmente útil em deslocamentos urbanos e rodoviários, pois auxilia o motorista a identificar veículos em áreas de menor visibilidade lateral. Em uma picape, cuja carroceria pode ter pontos cegos mais perceptíveis do que em um hatch compacto, a tecnologia agrega valor real.
Os faróis em LED com projetor, também presentes nas configurações superiores, ampliam a percepção de sofisticação e podem contribuir para melhor iluminação em condução noturna. A Chevrolet posiciona esses equipamentos como parte do pacote mais completo das versões de topo, que também recebem identidade visual própria e acabamentos exclusivos.

Motorização: motor 1.2 Turbo Flex ganha injeção direta
A evolução técnica mais importante da Montana recente está no motor 1.2 Turbo Flex. No lançamento da atual geração, o propulsor entregava até 133 cv de potência e 21,4 kgfm de torque. Agora, com a adoção da injeção direta de combustível, o conjunto passa a desenvolver até 141 cv e 22,9 kgfm.
O ganho não é apenas numérico. A injeção direta permite maior precisão na entrega de combustível, favorecendo eficiência, respostas e aproveitamento do motor. Em um veículo que precisa equilibrar desempenho urbano, economia e capacidade de carga, esse tipo de evolução tem impacto direto na experiência de condução.
O motor trabalha sempre associado a transmissões de seis marchas, manual ou automática, dependendo da versão. Essa escolha mantém a Montana alinhada ao perfil de diferentes consumidores. Quem busca uma configuração mais simples e eficiente pode optar pela transmissão manual. Quem prioriza conforto no trânsito pesado tende a encontrar na automática uma solução mais adequada.
A potência de até 141 cv e o torque de até 22,9 kgfm colocam a Montana em posição competitiva dentro da categoria. O torque, em especial, é importante para a sensação de força em baixas e médias rotações, condição frequente em arrancadas, retomadas, subidas e condução com carga.
Em Belo Horizonte, por exemplo, onde aclives e vias de relevo variado fazem parte da rotina, um motor com boa entrega de torque contribui para uma condução mais confortável e menos esforçada.
Câmbio: transmissões de seis marchas para perfis distintos
A Montana 2027 é oferecida com transmissões de seis marchas, manual ou automática, conforme a versão. Essa variedade permite que a picape dialogue com públicos diferentes dentro do mesmo segmento.
A transmissão manual tende a interessar ao consumidor que busca maior controle da condução e melhores índices de consumo, sobretudo considerando os números divulgados no ciclo Inmetro. Já a transmissão automática se encaixa melhor no uso urbano intenso, onde congestionamentos, semáforos e deslocamentos constantes tornam o conforto operacional um fator decisivo.
Em uma picape com proposta de SUV, o câmbio automático tem papel importante. Ele reforça a sensação de condução mais relaxada e conveniente. Não por acaso, aparece nas versões intermediárias, ao lado de itens como painel digital configurável e chave inteligente.
A escolha por caixas de seis marchas também favorece o equilíbrio entre desempenho e economia. Relações bem distribuídas ajudam o motor turbo a trabalhar em faixas adequadas de rotação, tanto em acelerações quanto em velocidades de cruzeiro.
Consumo e autonomia: eficiência como argumento central
A Chevrolet destaca a Montana como a picape flex mais eficiente da categoria. Segundo o ciclo Inmetro, os números de consumo variam conforme o combustível e a transmissão.
Na versão manual, a Montana registra 8,6 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, os índices sobem para 12,4 km/l em ciclo urbano e 13,7 km/l em rodovias.
Na versão automática, os números são de 7,7 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, a picape alcança 11,0 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada.
Esses dados reforçam a preocupação da Chevrolet em equilibrar potência e eficiência. O motor 1.2 Turbo Flex com injeção direta permite que a Montana entregue desempenho superior ao da configuração inicial da geração atual, sem abandonar a busca por consumo competitivo.
A autonomia final depende do combustível utilizado, do estilo de condução, das condições de carga, do trânsito e do percurso. Ainda assim, os números oficiais mostram que a Montana foi calibrada para atender bem tanto o uso urbano quanto viagens rodoviárias.
É justamente nesse equilíbrio que a picape constrói seu argumento. Ela não aposta apenas na caçamba. Também se vende pela economia, pela dirigibilidade e pelo pacote de conveniência.
Desempenho: mais força e respostas para o uso real
O aumento de potência e torque torna a Montana 2027 mais interessante ao volante. Com até 141 cv e 22,9 kgfm, o motor turbo flex oferece respostas compatíveis com a proposta do veículo. Não se trata de uma picape esportiva no sentido estrito, mas de um produto que precisa reagir bem em ultrapassagens, retomadas, aclives e deslocamentos com carga.
A adoção da injeção direta contribui para uma entrega mais eficiente. Em motores turbo de baixa cilindrada, a calibração é decisiva. O conjunto precisa responder cedo, sem exigir rotações elevadas o tempo todo, e ao mesmo tempo manter consumo civilizado.
A Montana busca esse ponto de equilíbrio.
Na cidade, a direção elétrica progressiva facilita manobras e torna a condução mais leve. Em velocidades mais altas, o sistema tende a ganhar peso, transmitindo maior sensação de controle. A suspensão também foi ajustada para conversar com a proposta de conforto, sem ignorar a necessidade de estabilidade.
Na estrada, a proposta é oferecer comportamento previsível. O conjunto de suspensão dianteira independente McPherson e traseira semi-independente com eixo de torção contribui para estabilidade, inclusive em diferentes condições de carga. Para uma picape médio-compacta, essa solução técnica é coerente e reforça a aproximação com automóveis de passeio e SUVs.
Suspensão e dirigibilidade: acerto de automóvel, utilidade de picape
A suspensão é um dos elementos que melhor traduzem a filosofia da Montana. Na frente, o conjunto independente McPherson é amplamente utilizado em automóveis e SUVs compactos, por combinar simplicidade, eficiência, conforto e bom controle direcional. Atrás, a suspensão semi-independente com eixo de torção contribui para estabilidade e robustez estrutural dentro da proposta do modelo.
Esse arranjo permite que a Montana tenha comportamento mais próximo ao de um carro de passeio do que ao de uma picape tradicional com chassi separado. A carroceria monobloco também participa dessa sensação, pois melhora a integração entre cabine, estrutura e suspensão.
O resultado é um veículo mais amigável no dia a dia. A Montana não exige adaptação exagerada do motorista que vem de um hatch, sedã ou SUV compacto. Ela tem dimensões maiores, naturalmente, mas não transmite a rusticidade típica de caminhonetes maiores.
Essa característica é fundamental para o sucesso das picapes médio-compactas. Elas precisam ser versáteis sem serem cansativas. Precisam carregar, mas também estacionar. Precisam transmitir robustez, mas sem sacrificar conforto. A Montana parece compreender bem essa equação.
Versões da Chevrolet Montana 2027
A linha 2027 da Chevrolet Montana é oferecida em cinco versões: MT, LT, LTZ, Premier e RS. A gama foi estruturada para atender diferentes perfis de consumidores, desde quem busca uma picape mais racional até quem deseja visual mais marcante, acabamento superior e pacote tecnológico mais completo.
Desde a versão de entrada, a Montana traz seis airbags, sensor crepuscular, central multimídia MyLink e protetor de caçamba. Esse pacote inicial já posiciona o modelo com uma base de equipamentos interessante, especialmente por incluir itens de segurança e conectividade.
Nas versões intermediárias, aparecem painel digital configurável, transmissão automática, chave inteligente e rodas aro 17. Esses recursos elevam o patamar de conforto e conveniência, aproximando a picape de SUVs compactos mais equipados.
No topo da gama, Premier e RS assumem papéis distintos, mas igualmente sofisticados. Ambas agregam identidade visual própria, acabamentos exclusivos, rodas de liga leve, Santo Antônio integrado, revestimentos internos premium, alerta de ponto cego, faróis em LED com projetor e sensor de chuva com ajuste automático de intensidade.
A RS, como tradicionalmente ocorre na gama Chevrolet, tende a explorar uma leitura mais esportiva de design. Já a Premier reforça a pegada mais elegante e refinada. O texto-base não informa diferenças detalhadas entre as duas em acabamento externo ou interno, mas deixa claro que ambas ocupam a faixa superior da linha 2027.
Cores disponíveis: nova Cinza Âmbar amplia a paleta
A Chevrolet também promove ajustes na paleta de cores da Montana 2027. A principal novidade citada é a chegada da cor Cinza Âmbar, que se junta a opções como Cinza Urbano. A inclusão de novos tons reforça a proposta contemporânea do modelo e acompanha uma tendência do mercado: cores sóbrias, urbanas e sofisticadas continuam em alta entre SUVs e picapes compactas.
O Cinza Âmbar parece dialogar com essa busca por discrição elegante. Não é uma cor chamativa no sentido tradicional, mas pode valorizar as linhas da carroceria e reforçar a aparência moderna do veículo. Já o Cinza Urbano, como o próprio nome sugere, conversa diretamente com a proposta metropolitana da Montana.
A marca não informa no texto-base a lista completa de cores da linha 2027. Portanto, apenas as opções mencionadas foram consideradas nesta reportagem.
Conectividade OnStar: oito anos de serviços básicos
A conectividade é outro ponto de avanço na Montana 2027. A linha passa a oferecer oito anos de gratuidade no plano OnStar Basics. O pacote inclui diagnóstico remoto e acesso ao aplicativo myChevrolet, ampliando a interação entre proprietário e veículo.
Entre as funcionalidades disponíveis estão localização do veículo, travamento e destravamento remoto das portas e, nas versões com ar-condicionado digital, acionamento remoto do motor para climatização da cabine.
Esse conjunto de recursos reforça a ideia de que a Montana quer ser mais do que uma picape de carga. Ela pretende fazer parte da vida conectada do usuário. O aplicativo permite monitorar e controlar funções à distância, o que torna a experiência de propriedade mais conveniente.
Além do OnStar Basics, o cliente conta com até três meses de experimentação do plano Protect. Esse serviço reúne funções de segurança e emergência, incluindo resposta automática em caso de acidente, acompanhamento seguro e Wi-Fi embarcado.
Em um mercado cada vez mais atento à tecnologia embarcada, esses recursos ajudam a Montana a se manter competitiva. A conectividade deixou de ser um detalhe decorativo. Tornou-se parte da decisão de compra.
Visual mais limpo na traseira
Uma das alterações visuais da linha 2027 está na retirada do emblema “Turbo” da traseira. A decisão abre espaço para valorizar o nome Chevrolet em baixo-relevo, conferindo aspecto mais limpo e institucional à tampa traseira.
É uma mudança pequena, mas simbólica. O motor turbo já está consolidado como parte do produto. A Chevrolet, agora, parece querer enfatizar mais a identidade da marca e do modelo do que apenas a tecnologia de motorização.
Essa escolha também conversa com o amadurecimento da Montana. Em vez de se apoiar em um único atributo, a picape passa a comunicar um conjunto: design, caçamba inteligente, conforto, segurança, conectividade, eficiência e comportamento próximo ao de um SUV.
O que a linha 2027 representa para a Montana
A linha 2027 não muda a essência da Chevrolet Montana. Ela a refina. O modelo continua sendo uma picape médio-compacta com proposta urbana, cabine dupla, motor turbo flex, caçamba ampla e comportamento de SUV. A novidade está no aprimoramento da experiência.
O acabamento macio ao toque no painel melhora a sensação interna. O sensor de estacionamento traseiro em todas as versões democratiza um recurso de conveniência essencial. O sensor de chuva nas versões Premier e RS acrescenta sofisticação. O retrovisor com tilt-down, disponível como acessório, facilita manobras. A conectividade com oito anos de OnStar Basics fortalece a relação digital entre veículo e proprietário.
Ao mesmo tempo, a evolução mecânica recente do motor 1.2 Turbo Flex, agora com injeção direta, até 141 cv e 22,9 kgfm, mostra que a Montana também avançou no campo técnico. Os bons números de consumo reforçam sua competitividade.
Uma picape mais madura e alinhada ao consumidor atual
A Chevrolet Montana 2027 confirma uma tendência evidente do mercado brasileiro: a picape deixou de ser um veículo exclusivamente associado ao trabalho. Ela virou alternativa familiar, urbana e tecnológica. Nesse cenário, a Montana se encaixa com naturalidade.
Seu maior mérito está no equilíbrio. Ela não tenta ser uma caminhonete média. Também não se limita a ser um automóvel com caçamba. A Montana ocupa uma zona intermediária, onde versatilidade, conforto e eficiência precisam caminhar juntos.
O design tem presença sem exagero. A cabine evolui em acabamento e conveniência. A caçamba Multi-Flex amplia as possibilidades de uso. O pacote de segurança inclui seis airbags desde a base. As versões superiores adicionam alerta de ponto cego, faróis em LED com projetor, revestimentos premium e identidade visual própria. O motor turbo flex ficou mais potente e eficiente. A conectividade cresceu.
É uma evolução de produto bem direcionada.
A Montana 2027 reforça sua vocação SUV não apenas no discurso, mas na experiência que promete entregar. É uma picape para quem quer espaço, mas também conforto. Para quem precisa de caçamba, mas não abre mão de tecnologia. Para quem valoriza eficiência, mas deseja desempenho suficiente. Para quem circula na cidade durante a semana e busca liberdade no fim de semana.
No fim, a Montana amadurece justamente onde precisava: nos detalhes que fazem diferença todos os dias.
Ficha técnica resumida da Chevrolet Montana 2027
Modelo: Chevrolet Montana 2027
Categoria: picape médio-compacta
Versões: MT, LT, LTZ, Premier e RS
Comprimento: 4.717 mm
Largura: 1.798 mm
Capacidade da caçamba: 874 litros
Motor: 1.2 Turbo Flex com injeção direta
Potência: até 141 cv
Torque: até 22,9 kgfm
Transmissão: manual ou automática de seis marchas, conforme a versão
Suspensão dianteira: independente McPherson
Suspensão traseira: semi-independente com eixo de torção
Direção: elétrica progressiva
Consumo com etanol — versão manual: 8,6 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada
Consumo com gasolina — versão manual: 12,4 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada
Consumo com etanol — versão automática: 7,7 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada
Consumo com gasolina — versão automática: 11,0 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada
Itens de série desde a base: seis airbags, sensor crepuscular, multimídia MyLink e protetor de caçamba
Itens nas versões intermediárias: painel digital configurável, transmissão automática, chave inteligente e rodas aro 17
Itens nas versões Premier e RS: acabamentos exclusivos, rodas de liga leve, Santo Antônio integrado, revestimentos internos premium, alerta de ponto cego, faróis em LED com projetor e sensor de chuva
Conectividade: oito anos de OnStar Basics e até três meses de experimentação do plano Protect
Cores citadas: Cinza Âmbar e Cinza Urbano
Preço: variam de R$ 133.090 a R$ 171.390
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Fonte: Balcão News