Comissão da Câmara de BH aprova parecer favorável ao uso de bitcoin para pagamento de tributos

Comissão da Câmara de BH aprova parecer favorável ao uso de bitcoin para pagamento de tributos

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A Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, ontem,quarta-feira , parecer favorável ao Projeto de Lei 95/2025, que institui o Programa Bitcoin Livre na capital.

O relator da matéria, vereador Irlan Melo (Republicanos), defendeu que a proposta pode impulsionar a inovação tecnológica e atrair investimentos e talentos para o setor de ciência e tecnologia em BH.

De autoria do vereador Vile (PL), o projeto prevê que a Prefeitura possa aceitar pagamentos em bitcoin para comércios locais, taxas, multas e até impostos municipais. A proposta segue agora para análise da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas e, posteriormente, poderá ser votada em 1º turno no Plenário, onde precisará do apoio de 2/3 dos vereadores (28 votos favoráveis) para ser aprovada.

Iniciativa prevê inclusão digital e educação financeira

Entre os objetivos do programa estão:

Estimular a aceitação do bitcoin como meio facultativo de pagamento;

Incentivar a modernização econômica e a inclusão digital;

Diversificar os meios de pagamento respeitando a liberdade econômica;

Promover campanhas educativas e criar uma plataforma digital voltada a comerciantes e consumidores.

A Prefeitura, segundo o texto, contrataria empresa especializada para intermediar as transações, convertendo os valores pagos em criptomoeda para real, sem prejuízo à arrecadação municipal.

O relator, Irlan Melo, argumentou que o projeto fortalece a educação digital e financeira da população, além de posicionar Belo Horizonte como cidade inovadora e aberta às novas tecnologias. “O programa impulsiona a curiosidade e o aprendizado sobre tecnologias emergentes”, afirmou.

A aprovação do parecer não foi unânime. A vereadora Cida Falabella (Psol) votou contra e destacou que a regulamentação de criptomoedas é competência federal, referindo-se à Lei 14.478/2022, que estabelece o marco legal para ativos virtuais no Brasil.

Segundo ela, o tema exige discussão mais aprofundada.

O projeto ainda será analisado por outras comissões antes de ser votado no Plenário em 1º turno.

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Fonte: Balcão News