Consumo em BH sobe em janeiro, mas famílias ainda não se sentem satisfeitas

Consumo em BH sobe em janeiro, mas famílias ainda não se sentem satisfeitas

Intenção de comprar segue acima de 100 pontos, puxada por emprego e renda

Belo Horizonte começou 2026 mantendo a tendência de alta no consumo, segundo a pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), analisada pela Fecomércio MG a partir de dados da CNC. Em janeiro, o indicador geral chegou a 86,4 pontos, avanço de 1,1 ponto sobre dezembro — ainda abaixo da linha de satisfação, fixada em 100 pontos.

Apesar disso, os componentes ligados a emprego, renda e perspectiva profissional sustentam o otimismo do consumidor para os próximos meses. A perspectiva de consumo ficou em 105,9 pontos, patamar considerado de satisfação.

Emprego mais seguro e expectativa profissional em alta

A sensação de segurança no emprego subiu para 98,7 pontos em janeiro, 3,5 pontos acima de dezembro. Para 23,9% das famílias, a estabilidade está maior do que no mesmo período de 2025.

A perspectiva profissional também avançou, atingindo 91,5 pontos. Cerca de 42,7% dos entrevistados acreditam que o responsável pelo domicílio terá melhora profissional nos próximos seis meses — índice maior entre famílias com renda acima de 10 salários mínimos (56,4%).

Renda melhora, mas crédito fica mais difícil

O indicador de renda atual chegou a 94,2 pontos, acima de dezembro e do registrado em janeiro do ano passado. Para 22,4%, a renda familiar está melhor que em 2025; para 49,4%, está igual.

Já o acesso ao crédito piorou: caiu 4,8 pontos no mês. Para 39,4% dos consumidores, está difícil conseguir crédito para compras a prazo.

O nível de consumo subiu 5,4 pontos, alcançando 73,2 pontos, mas permanece 8,9 pontos abaixo de janeiro de 2025. Mais da metade dos entrevistados (50,9%) afirma que está comprando menos do que no ano passado.

Mesmo assim, 35,5% dizem que pretendem consumir mais nos próximos meses do que no segundo semestre de 2025.

Bens duráveis ainda enfrentam resistência

O indicador para compra de bens duráveis subiu 6 pontos, mas segue abaixo do patamar do ano passado. Para 72,3% das famílias, este ainda é um mau momento para esse tipo de aquisição.

A leitura da Fecomércio MG é de que o consumidor belo-horizontino inicia o ano mais confiante no futuro do que satisfeito com o presente, impulsionado principalmente pela melhora na percepção sobre emprego e renda.

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Fonte: Balcão News