FIEMG alerta para impacto da bandeira amarela nos custos da indústria
Cobrança extra na conta de luz acende sinal de atenção para cenário energético e risco de novas altas
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de acionar a bandeira tarifária amarela em maio, medida que representa cobrança adicional de R$ 0,018 por quilowatt-hora consumido e pressiona os custos de energia para empresas e consumidores.
Segundo a entidade, o impacto é especialmente sensível para a indústria, que tem na energia elétrica um dos principais insumos produtivos, e pode agravar custos em um cenário já desafiador para o setor.
De acordo com o coordenador de Mercado de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca, a mudança sinaliza deterioração nas condições de geração e acende alerta para os próximos meses.
“A entrada no período seco no Sudeste, onde estão os principais reservatórios do país, reduz a capacidade de recuperação dos níveis e já começa a pressionar o custo de geração”, afirma.
A adoção da bandeira amarela reflete condições menos favoráveis nos reservatórios e maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas, cuja geração é mais cara.
Para a FIEMG, o cenário é agravado pelas incertezas climáticas e pela ausência de confirmação de fenômenos como o El Niño, o que dificulta previsões sobre o comportamento das chuvas e amplia os riscos para o sistema elétrico.
Segundo Pataca, há possibilidade de agravamento do quadro com eventual acionamento da bandeira vermelha já no início do segundo semestre.
“Esse conjunto de fatores aumenta o risco de acionamento de usinas mais caras e, consequentemente, a elevação da bandeira para o patamar vermelho”, alerta.
A federação defende atenção ao cenário energético e reforça a preocupação com os impactos da alta dos custos sobre a competitividade da indústria mineira e nacional.
Fonte: Balcão News





