Galo bate o Inter e vence 1ª no Brasileirão 2026

Galo bate o Inter e vence 1ª no Brasileirão 2026

Cuello decide na Arena MRV

O Atlético Mineiro finalmente conquistou sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro 2026. Em uma noite marcada por intensidade, superação e grandes atuações individuais, o Galo derrotou o Internacional por 1 a 0, nesta quarta-feira, 11 de março, na Arena MRV, em Belo Horizonte.

O gol que garantiu o triunfo alvinegro saiu logo nos primeiros minutos. Tomás Cuello, em uma jogada de personalidade e talento, arrancou pela direita, deixou a marcação para trás e finalizou com precisão. A bola morreu no fundo das redes e incendiou os torcedores presentes no estádio.

A vitória encerra um jejum incômodo do Atlético na competição nacional e traz um novo clima ao elenco. O resultado também representa um respiro importante após semanas turbulentas para o clube.

Alívio após início turbulento

O triunfo sobre o Internacional tem peso simbólico. O Atlético vinha pressionado após o vice-campeonato no Campeonato Mineiro e uma sequência sem vitórias nas primeiras rodadas do Brasileirão.

Com o resultado positivo diante do Colorado, o time alvinegro alcança cinco pontos em cinco jogos, somando agora uma vitória, dois empates e duas derrotas na tabela.

Mais do que os números, a atuação trouxe algo que o torcedor vinha cobrando: competitividade e entrega dentro de campo.

A equipe demonstrou mais organização tática, maior intensidade nas disputas e, sobretudo, confiança — algo que parecia escasso nas últimas semanas.

Gol relâmpago de Cuello

A partida começou em ritmo acelerado. Logo nos primeiros instantes, o Internacional tentou surpreender com Alerrandro, ex-atleticano, que recebeu lançamento nas costas da defesa. O chute, porém, foi bloqueado no momento decisivo por Ruan.

A resposta do Atlético veio imediatamente — e foi fatal. Hulk recebeu entrelinhas e encontrou Tomás Cuello livre pela direita. O argentino avançou com velocidade, encarou Bernabei no mano a mano e aplicou um drible seco antes de bater cruzado, rasteiro e colocado. Sem chances para Rochet. A Arena MRV explodiu.

O relógio ainda mal marcava o início da partida e o Galo já estava em vantagem. Um gol bonito, construído com talento individual e muita frieza na finalização.

Cuello brilha e lidera o ataque

A atuação de Tomás Cuello foi, sem exageros, uma das melhores desde sua chegada ao clube. O argentino esteve presente em praticamente todas as ações ofensivas do Atlético. Inteligente nas movimentações, agressivo na condução da bola e disciplinado na recomposição defensiva, Cuello demonstrou maturidade tática e personalidade.

Sempre que acelerava pelos lados do campo, a defesa colorada mostrava dificuldades para acompanhar.

Além do gol decisivo, o atacante contribuiu pressionando a saída de bola adversária, auxiliando o meio-campo e criando espaços para Hulk atuar mais próximo da área.

Foi, sem dúvida, um desempenho de alto nível técnico e físico.

Everson vira herói da noite

Se Cuello foi decisivo no ataque, Everson foi simplesmente monumental na defesa.

O goleiro do Atlético teve atuação impecável e foi determinante para garantir os três pontos. Em uma noite inspirada, realizou ao menos quatro defesas difíceis, algumas delas verdadeiramente espetaculares.

A intervenção mais impressionante aconteceu aos 23 minutos do segundo tempo. Borré subiu livre dentro da área e cabeceou com força, aparentemente para o gol. Everson reagiu com reflexo impressionante e espalmou, evitando o empate.

Já nos acréscimos, quando a pressão colorada era intensa, o goleiro voltou a aparecer com outra defesa fundamental em chute rasteiro de Kayky.

Foi a atuação típica de quem segura resultado e define partidas.

Domínguez estreia com vitória na Arena

O confronto também marcou um momento importante para o técnico Eduardo Domínguez. Foi a primeira partida do treinador argentino comandando o Atlético dentro da Arena MRV. E a estreia diante da Massa Atleticana terminou da melhor maneira possível.

Após resultados negativos e críticas recentes, Domínguez decidiu apostar em mudanças significativas na escalação.

Sem Natanael, suspenso, o treinador optou por improvisar o jovem Ivan Román como lateral-direito, que em determinados momentos se transformava em terceiro zagueiro na saída de bola.

Além disso, o treinador também precisou lidar com os desfalques de Cissé e Maycon, ambos lesionados.

A resposta foi ousada: um time mais ofensivo.

Cuello passou a atuar aberto pela direita, enquanto Gustavo Scarpa e Cassierra ganharam espaço na equipe titular, substituindo Bernard e Dudu. A estratégia funcionou logo cedo.

Defesa mostra evolução

Um dos setores mais criticados do Atlético na temporada vinha sendo o sistema defensivo.

Antes do duelo contra o Internacional, a equipe havia sofrido gols em 13 dos 15 jogos disputados. A fragilidade vinha preocupando a comissão técnica e também a torcida.

Contra o Colorado, no entanto, o comportamento defensivo foi bem diferente.

Com linhas mais compactas e maior proteção do meio-campo, o Atlético conseguiu reduzir os espaços do adversário.

Ivan Román, por exemplo, recebeu a difícil missão de marcar Carbonero — um dos jogadores mais velozes do Internacional — e conseguiu cumprir o papel com eficiência.

As oportunidades criadas pelo time gaúcho no primeiro tempo vieram principalmente em chutes de média distância ou bolas paradas. Nada que realmente tirasse o controle da partida.

Internacional cresce na segunda etapa

Se no primeiro tempo o Atlético conseguiu administrar bem o jogo, na etapa final o cenário mudou.

O Internacional voltou mais agressivo, adiantou suas linhas e passou a pressionar o sistema defensivo do Galo.

A principal arma ofensiva colorada era o lado esquerdo do ataque, com as investidas de Carbonero e Bernabei, que buscavam constantemente cruzamentos e infiltrações.

Logo aos três minutos, Carbonero subiu mais alto que a defesa após cruzamento e cabeceou por cima do gol.

Pouco depois, o próprio atacante colombiano obrigou Everson a fazer grande defesa em chute forte.

Na sequência, Bernabei também tentou de fora da área e novamente parou no goleiro atleticano.

O Galo, então, passou a jogar com inteligência: marcou mais atrás e buscou contra-ataques.

Hulk também levou perigo

Mesmo atuando um pouco mais recuado, Hulk teve papel fundamental na construção ofensiva do Atlético.

Foi dele o passe que originou o gol de Cuello e também algumas das jogadas mais perigosas da equipe.

Em determinado momento do segundo tempo, o camisa 7 recebeu lançamento entre dois defensores e invadiu a área. Ele tentou tirar de Rochet com o pé direito, mas a finalização saiu sem força.

Ainda assim, sua presença em campo exigiu atenção constante da defesa colorada.

Estreia de promessa argentina

Outro momento importante da partida foi a estreia do jovem Tomás Pérez com a camisa do Atlético.

O volante argentino, de apenas 20 anos, entrou aos 30 minutos do segundo tempo no lugar de Victor Hugo.

Considerado uma das promessas do futebol sul-americano, Pérez mostrou personalidade mesmo com pouco tempo em campo.

Participou de disputas no meio-campo, ajudou na recomposição defensiva e trouxe mais intensidade à marcação atleticana.

Pequenos sinais que indicam potencial para se tornar peça importante ao longo da temporada.

Público baixo na Arena MRV

Apesar da vitória importante, um dado chamou atenção. A partida registrou o menor público da história da Arena MRV.

Apenas 10.132 torcedores compareceram ao estádio, inaugurado em agosto de 2023. A renda também foi a mais baixa já registrada no local: R$ 454.202,85.

O momento irregular da equipe, somado à frustração pelo vice-campeonato estadual, acabou impactando diretamente na presença da torcida.

Mesmo assim, quem esteve no estádio apoiou durante os 90 minutos. E celebrou com entusiasmo o apito final.

Vitória traz tranquilidade

O triunfo sobre o Internacional não resolve todos os problemas do Atlético na temporada. No entanto, representa um passo fundamental.

Além de tirar a equipe da zona de rebaixamento, o resultado devolve confiança ao elenco e dá mais tranquilidade ao técnico Eduardo Domínguez para desenvolver seu trabalho.

A equipe mostrou evolução tática, maior intensidade e, principalmente, espírito competitivo. Agora, o foco se volta para o próximo compromisso.

O Atlético volta a campo no sábado, 14 de março, às 18h30, quando enfrenta o Vitória, fora de casa, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. A expectativa é que o Galo utilize a vitória desta quarta-feira como ponto de virada para embalar na competição.

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Fonte: Balcão News