Galo: Mudou Tudo! – Canabrava em Campo

Galo: Mudou Tudo! – Canabrava em Campo

Galo: Mudou Tudo!

Olha aqui, minha gente: como já dizia aquele velho sabido do futebol e não era qualquer um, não: time de futebol se muda de um dia para o outro. E quem duvidar que vá procurar outro esporte, porque futebol não é para quem pensa devagar. É para quem enxerga o jogo antes da bola chegar.

Pois bem. O Galo, que andava mais amarrado que promessa de político em ano eleitoral, resolveu fazer o que precisava ser feito: mexeu. E mexeu foi muito. Sai Hulk e vamos deixar uma coisa bem clara: não tem culpa nenhuma nesse angu mal mexido que vinha sendo servido. Ao contrário, carregou esse piano nas costas mais tempo do que muito virtuose por aí. Mas futebol, meu amigo, não vive de gratidão. Vive de momento, de coragem e de atitude. E o Galo estava precisando disso tudo e mais um pouco.

Aí vem o clássico. E clássico, como eu sempre digo, não se joga se ganha. E o Galo ganhou. Mas não foi só ganhar, não. Foi mudar de cara, de alma, de postura. Coisa que o torcedor já estava com saudade de ver.

A defesa, finalmente, resolveu jogar como gente grande. Everson seguro, Natanael firme, Lianco e Ruan sérios, Junior Alonso com aquela cara de poucos amigos e Renan Lodi, ah, esse jogou bola como manda o figurino. E não é só técnica, não. É atitude! É brio! É aquele negócio que o torcedor reconhece na hora: amor à camisa. Coisa que andava sumida, quase em extinção.

E teve mais. Teve bronca em campo. Teve encarada. Teve jogador chamando responsabilidade no gogó mesmo. Renan Lodi, sem papas na língua, enquadrou o companheiro Lyanco, depois de uma besteira daquelas que não se admite nem em pelada de fim de semana. Porque futebol é coisa séria, minha gente. Não é recreio.

No ataque, outra história. Minda e Cassierra deram vida ao time. Movimento, presença, fome de gol. Anota aí: essa dupla, se não inventarem moda, veio para ficar. Futebol é simples quem resolve, joga.

E o treinador? Ah, parece que finalmente entendeu onde está pisando. Parou de fazer média e resolveu mandar. Porque técnico que não manda vira passageiro, e time de futebol precisa de comando, não de simpatia.

No fim das contas, o placar de 3 a 1 foi até pouco para o tamanho da mudança. Porque, mais do que os gols, o que se viu foi um time diferente. Um time com vergonha na cara. E isso, meu amigo, já muda tudo.

E tem mais: ganhar é bom. Agora, ganhar do Cruzeiro… aí já é outra conversa. É bom demais.

Né não?

Afonso Canabrava

  • Afonso Canabrava nasceu na Rua São Paulo, há 5 quadras do campo do Galo, aonde foi criado e aprendeu a nadar, jogar futebol e outras avenças. Foi contemporâneo dos comentários “lesco-lesco” do Kafunga, da presidência de Nelson Campos e de jogadores como Ubaldo, Dario, Reinaldo e tantos outros. Nessa época comemorou o pentacampeonato Mineiro e do Brasileirão. Torcedor contra o vento diante de uma camisa do Galo dependurada no varal, é ferrenho crítico de futebol e todas as suas nuances.
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Fonte: Balcão News