Investimentos resistem em MG | Balcão News

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Indústria prioriza produtividade diante de cenário econômico adverso

Mesmo em um ambiente econômico marcado por juros elevados, incertezas fiscais e volatilidade, a indústria mineira manteve o ritmo de investimentos em 2025.

É o que revela sondagem da FIEMG, segundo a qual 68% das empresas do setor realizaram aportes ao longo do ano, sustentados principalmente por planejamentos estratégicos definidos previamente.

Os dados indicam que essas decisões foram, em sua maioria, orientadas por estratégias de longo prazo, e não por movimentos conjunturais. Ainda assim, o cenário macroeconômico mais restritivo impôs maior cautela, sobretudo na abertura de novos ciclos de investimento.

Mais da metade dos investimentos realizados em 2025 (58,8%) esteve vinculada a projetos iniciados em anos anteriores. Por outro lado, 33,6% dos empresários afirmaram que os aportes marcaram o início de novos projetos no próprio ano. Entre as empresas com investimentos planejados, 65,2% conseguiram executá-los total ou parcialmente, enquanto 11,6% os adiaram ou cancelaram, refletindo os efeitos do ambiente econômico adverso.

A incerteza econômica foi o principal obstáculo enfrentado pelas indústrias, apontada por 72,6% dos empresários. Outros fatores relevantes incluíram a queda das receitas, entraves tributários, dificuldades relacionadas à mão de obra e expectativas de demanda insuficiente — evidenciando um cenário de pressão simultânea sobre custos, receitas e previsibilidade.

Apesar desses desafios, os investimentos mantiveram foco claro na modernização e no ganho de eficiência. A aquisição de máquinas e equipamentos novos foi a principal modalidade, mencionada por 73,4% das empresas, seguida pela modernização de plantas industriais e pela ampliação da capacidade produtiva. Esse movimento revela um esforço consistente de aumento de produtividade e competitividade.

Outro destaque foi a prioridade atribuída ao capital humano, considerado importante ou muito importante por 88,1% das empresas. A inovação tecnológica, a sustentabilidade ambiental e a eficiência energética também figuraram entre os principais direcionadores dos investimentos, indicando uma agenda cada vez mais alinhada à transformação produtiva.

No campo do financiamento, predominou o uso de recursos próprios, adotado por 69,5% das indústrias. Essa forte dependência reflete uma postura mais conservadora diante do alto custo do crédito e das condições restritivas de financiamento.

Para 2026, a expectativa é de continuidade desse comportamento cauteloso. Cerca de 60,6% das indústrias pretendem investir, mas apenas 25,8% desses aportes correspondem a novos projetos. A maior parte (69,7%) está associada à continuidade de iniciativas já em andamento, indicando maior seletividade e rigor na avaliação de novos investimentos.

A tendência para os próximos anos é de priorização de iniciativas voltadas à melhoria dos processos produtivos e à eficiência operacional, com menor ênfase em expansão agressiva ou diversificação. Nesse contexto, a ampliação dos investimentos industriais dependerá da redução do custo de capital, do aumento da confiança empresarial e da melhoria das condições de demanda.

Os resultados reforçam que, mesmo diante de um ambiente desafiador, a indústria mineira segue investindo de forma estratégica, com foco na sustentação da competitividade e na otimização de suas operações.

Confira o estudo Sondagem Especial da Indústria em Minas Gerais NESTE LINK.

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Fonte: Balcão News