Balcão News

Galo: Orgulho Vingador! Canabrava em Campo

Galo: Orgulho Vingador! Há times que jogam futebol. O Atlético, não. O Atlético gosta mesmo é de transformar…

Jogadores do Atlético comemoram após a grande vitória sobre o Santos pela Sul Americana 2026

Galo: Orgulho Vingador!

Há times que jogam futebol. O Atlético, não. O Atlético gosta mesmo é de transformar jogo em novela, filme de guerra e, quando necessário, espetáculo de circo, tudo na mesma noite.
O Galo é expert no “acredite”. A torcida já conhece o roteiro: quando parece impossível, é justamente aí que começa a brincadeira.
O Santos chegou com 2 a 0 de vantagem. Bonito, confortável, cheiro de classificação. Só esqueceram de avisar ao Atlético.
Com apenas 16 segundos, saiu o primeiro gol. Dezesseis segundos!
Nem o torcedor que ainda procurava sua cadeira conseguiu sentar. O Galo já estava dizendo ao Santos: “Calma que a conversa é comprida.”
E foi.
Vieram quatro gols atleticanos numa partida que parecia escrita por alguém que não conhece a palavra sossego. O Santos reagiu, complicou, fez gol, ameaçou a festa. Mas o Atlético continuou naquele seu estilo peculiar de jogar futebol como quem empurra uma porta emperrada: uma hora ela abre.
E abriu.
Aos 46 minutos do segundo tempo, Cuello fez o quarto.
4 a 2.
Agregado: 4 a 4.
O Santos, que já estava com um pé na semifinal, descobriu que o outro tinha sido pisado pelo Galo.
Pênaltis. Mais sofrimento. Mais unha roída. Mais cardíacos procurando a bula dos remédios.
E fomos aos pênaltis.
Aí apareceu Gabriel Delfim, goleiro reserva, que resolveu deixar de ser reserva justamente quando o Galo mais precisava.
Defendeu três cobranças. Três!
Delfim não pegou pênaltis. Delfim confiscou pênaltis.
O homem virou funcionário da Receita Federal: tudo que vinha, ele apreendia.
Resultado: Galo classificado para a semifinal da Sul-Americana, depois de perder a primeira partida por 2 a 0.
Classificação? Incontestável.
Drama? Desnecessário perguntar.
Sofrimento? Em Minas, isso já vem no pacote.
E ainda havia uma pendência moral para resolver. Neymar.
Depois das provocações do primeiro jogo, ficou aquela história de “time pequeno”, “resenha” e outras delicadezas próprias de quem gosta de falar antes de saber como termina o filme.
Pois o filme terminou ontem.
E terminou em preto e branco.
Porque há um velho ensinamento popular que dispensa comentarista, VAR e inteligência artificial: peixe morre pela boca.
Desta vez, o Peixe falou.
O Galo respondeu.
E respondeu em campo, que é onde provocação realmente precisa ser paga.
O Atlético não apenas buscou um 2 a 0. Fez 4 a 2, empatou o confronto e venceu nos pênaltis.
É o velho Galo: quando a porta está fechada, ele não procura a chave: arromba.
Quando dizem que acabou, ele pergunta: acabou para quem, companheiro?
Ontem, acabou para o Santos.
Para o Galo, começou outra história.
E fica o aviso aos navegantes, especialmente aos navegantes de Santos: não mandem o Atlético acreditar.
Porque quando o Galo acredita, a torcida acredita junto.
E quando essa multidão resolve acreditar, até o impossível olha para a Arena MRV, pega suas coisas e vai embora sem reclamar.
GALO! ORGULHO VINGADOR!
E o Peixe?
Bom…
Da próxima vez, fala menos.
Né não?

Afonso Canabrava

Afonso Canabrava nasceu na Rua São Paulo há 5 quadras do campo do Galo, aonde foi criado e aprendeu a nadar, jogar futebol e outras avenças. Foi contemporâneo dos comentários “lesco-lesco” do Kafunga, da presidência de Nelson Campos e de jogadores como Ubaldo, Dario, Reinaldo e tantos outros. Nessa época comemorou o pentacampeonato Mineiro e do Brasileirão. Torcedor contra o vento diante de uma camisa do Galo dependurada no varal, é ferrenho crítico de futebol e todas as suas nuances.
  • As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.
Leia também:

Como é bom ganhar do Cruzeiro! Canabrava em Campo

Comentar matéria

Balcão News

Últimas matérias

Curso política Guilherme DardanhanCurso gratuito da ALMG aborda política e democraciaImage 870x580 6aabfaf656268.jpgUberlândia receberá 46 km de gasodutosAtos extremistas Karoline BarretoBH poderá cassar alvará de estabelecimentos ligados a atos extremistasA excrescência da justiçaA excrescência explicita do STF – por Walter NeryBanco central copom okFIEMG: Selic de 13,75% ainda freia investimentos e indústriaAgenda dos Candidatos MG 664×442Agenda candidatos ao governo de Minas quinta 17/09Comércio BHComércio mineiro recua em julhoImage 870x580 6aaaa99c6d817.jpgSul de Minas amplia fábrica de cabos ópticosImage 870x580 6aa9a9eccb5ec.jpgSistema Faemg Senar debate Plano de Manejo da APA Cavernas do PeruaçuVOTO ALMGALMG lança campanha para incentivar voto informado em Minas