PBH apresenta ações para enfrentar período chuvoso em BH
Prefeitura informa 84 obras concluídas e 77 em andamento para reduzir riscos geológicos
O encontro foi solicitado pelos vereadores Helinho da Farmácia (PSD) e Wagner Ferreira (Rede) e teve como objetivo avaliar o planejamento da administração municipal para reduzir os impactos das chuvas, especialmente em áreas de risco.
Segundo a Prefeitura, 84 obras de mitigação de riscos geológicos já foram concluídas, enquanto outras 77 estão em execução. A comissão também anunciou que apresentará seu relatório final em aproximadamente 15 dias, contendo recomendações aos órgãos públicos responsáveis.
Comissão faz balanço dos trabalhos
Durante a audiência, o presidente da comissão, Helinho da Farmácia, destacou que o colegiado realizou nove audiências públicas e 45 visitas técnicas ao longo dos trabalhos para avaliar pontos críticos da cidade.
Já o vereador Wagner Ferreira afirmou que as previsões de um novo fenômeno El Niño, com possibilidade de chuvas acima da média e eventos climáticos extremos, reforçam a necessidade de planejamento antecipado.
Segundo o parlamentar, o objetivo da audiência foi reunir informações dos órgãos municipais para acompanhar tanto as ações executadas no último período chuvoso quanto as medidas previstas para os próximos meses.
Urbel detalha obras e investimentos
Representando a Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), o diretor de Manutenção e Áreas de Risco, Marcelo de Camargos Pereira, apresentou os resultados do Programa Estrutural em Áreas de Risco (Pear).
De acordo com os dados apresentados, foram concluídas:
- 84 obras de mitigação de riscos geológicos;
- 109 intervenções de manutenção em obras existentes;
- 77 novas obras estão em andamento;
- 24 serviços de manutenção seguem em execução.
Em relação aos investimentos, a Urbel informou que, em 2025, foram aplicados aproximadamente R$ 22 milhões em obras de contenção de riscos geológicos e outros R$ 7 milhões em manutenção das áreas de interesse social.
Até maio de 2026, os investimentos já somavam R$ 9,3 milhões em novas obras e cerca de R$ 2 milhões em manutenção.
O diretor de Projetos e Obras da Urbel, Aluísio Rocha Moreira, explicou que grande parte das intervenções estruturais foi viabilizada com recursos do Governo Federal.
Segundo ele, já foram concluídas obras nas vilas Aparecida, Cônego e Taquaril, além da Vila Marçola, executada com recursos municipais.
O diretor também informou que novos recursos foram garantidos por meio do Novo PAC Encostas. As obras nas vilas Dias, Acaba Mundo, Novo São Lucas e Minas Caixa já tiveram a licitação concluída e deverão iniciar em breve.
Representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos informaram que a pasta mantém equipes responsáveis pelo cadastramento das famílias atingidas por situações de risco, encaminhamento para unidades de acolhimento e concessão de benefícios socioassistenciais.
Segundo o órgão, durante o período chuvoso haverá equipes de plantão, inclusive durante a noite e nos fins de semana. A Prefeitura também prepara um plano de contingência para ampliar o número de vagas de acolhimento, utilizando escolas e outros equipamentos públicos caso seja necessário.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais destacou o trabalho dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil, que promovem treinamento de moradores de áreas vulneráveis para atuação preventiva e resposta rápida em situações de emergência.
Já a Subsecretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil informou que mantém ações permanentes de monitoramento por meio dos Núcleos de Alerta de Chuvas e dos Núcleos de Defesa Civil. Os moradores cadastrados no serviço gratuito 40199 continuam recebendo alertas de risco por mensagens de celular, além das ações educativas desenvolvidas nas escolas municipais.
Relatório terá recomendações
Na reta final dos trabalhos, a comissão anunciou que o relatório conclusivo deverá trazer recomendações voltadas ao fortalecimento das políticas de prevenção.
Entre as propostas discutidas estão a publicação, pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), de um cronograma permanente de limpeza dos córregos da cidade, estudos sobre a ampliação do auxílio-moradia para famílias em áreas de risco e a atualização do cadastro e do mapeamento da população que vive em locais vulneráveis.
Outro ponto destacado pelos vereadores foi a preocupação com a paralisação de obras consideradas estratégicas para o controle de enchentes, como as bacias de contenção previstas para a região de Venda Nova.
Ao encerrar a audiência, Wagner Ferreira afirmou que, mesmo com o fim dos trabalhos da comissão especial, a Câmara Municipal continuará acompanhando e fiscalizando as ações da Prefeitura relacionadas à prevenção de riscos e aos investimentos para reduzir os impactos das chuvas em Belo Horizonte.