Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros preocupa indústria mineira, aponta FIEMG

Tarifa atinge 15 dos principais produtos mineiros

A entrada em vigor da tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, nesta quarta-feira (22/7), acendeu um sinal de alerta na indústria de Minas Gerais.

Levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) aponta que os 15 principais produtos mineiros sujeitos à medida responderam por US$ 234 milhões em exportações para o mercado norte-americano em 2025.

Além da sobretaxa já implementada, a entidade acompanha a possibilidade de aplicação de uma tarifa complementar de 12,5%, o que pode ampliar os impactos sobre a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Entre os segmentos potencialmente mais afetados estão setores estratégicos para a economia mineira, que mantêm forte relação comercial com os Estados Unidos. A preocupação da FIEMG é que o aumento dos custos para os importadores norte-americanos resulte em redução da demanda, perda de mercado e impactos na geração de emprego e renda em Minas Gerais.

Segundo a federação, o cenário exige acompanhamento constante das negociações comerciais entre os dois países, além da busca por alternativas para minimizar os efeitos sobre as empresas exportadoras. A entidade também defende a ampliação de mercados internacionais e medidas de apoio à indústria nacional para preservar a competitividade dos produtos mineiros.

Os Estados Unidos figuram entre os principais parceiros comerciais de Minas Gerais, especialmente para itens industrializados e produtos de maior valor agregado. Diante da nova política tarifária, empresas exportadoras avaliam estratégias para adequar contratos, diversificar destinos e reduzir eventuais prejuízos.

A FIEMG informou que continuará monitorando os desdobramentos da medida e seus reflexos sobre a economia estadual, especialmente caso seja confirmada a adoção da tarifa adicional de 12,5%.

Especialistas destacam que a imposição de barreiras comerciais pode provocar efeitos em cadeia, afetando investimentos, produção e a competitividade internacional da indústria brasileira. Em Minas Gerais, a expectativa é de que o tema permaneça em pauta nos próximos meses, à medida que novas definições sejam anunciadas pelo governo norte-americano.

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