Taxa de desemprego teve maior queda desde 2014

Taxa de desemprego teve maior queda desde 2014

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma melhora significativa no mercado de trabalho brasileiro.

A taxa de desocupação no trimestre encerrado em maio de 2024 caiu para 7,1%, a menor para o período desde 2014. Isso representa uma queda em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (7,8%) e ao mesmo período de 2023 (8,3%).

A população desocupada, que inclui pessoas com 14 anos ou mais sem trabalho e que procuravam emprego, foi de 7,8 milhões em maio, uma redução de 751 mil pessoas em comparação ao trimestre encerrado em fevereiro de 2024 e de 1,2 milhão em relação ao mesmo trimestre de 2023.

A população ocupada atingiu um recorde de 101,3 milhões de pessoas, 1,1 milhão a mais do que no trimestre encerrado em fevereiro e 2,9 milhões a mais do que no mesmo período de 2023.

Este crescimento é impulsionado tanto pelo aumento dos empregos formais quanto informais.

O número de empregados com carteira assinada, segundo IBGE, também atingiu um recorde de 38,3 milhões, e o contingente de empregados sem carteira chegou a 13,7 milhões, o maior já registrado.

Os setores de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais foram os que mais contribuíram para a criação de vagas.

O rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 3.181, estável em relação ao trimestre anterior e 5,6% maior do que no ano passado, sendo o maior valor já registrado para um trimestre encerrado em maio. A massa de rendimentos atingiu um recorde de R$ 317,9 bilhões, impulsionando a economia.

A taxa de informalidade, segundo a Agência Brasil,  foi de 38,6% da população ocupada, correspondendo a 39,1 milhões de trabalhadores informais. Este índice é ligeiramente inferior ao trimestre anterior (38,7%) e ao mesmo período do ano passado (38,9%).

O número de trabalhadores com contribuição para a previdência social também atingiu um recorde, com 66,171 milhões de pessoas, representando 65,3% dos trabalhadores no trimestre encerrado em maio.

Esses dados refletem uma recuperação consistente do mercado de trabalho brasileiro, com aumento de empregos e rendimentos, embora a informalidade ainda seja um desafio significativo.