A ela – Poema de Ocasião por João Café
A ela
Não é obrigatório dizer ou fazer algo mas é necessário reconhecer, ao menos, que há uma dívida enorme em aberto.
Por toda uma vida, na verdade, por todos os minutos de todas as horas de todos os dias até aqui deu-se a vigília, operaram-se os cuidados, os ensinamentos, as atenções constantemente aspergidas.
Desde quando boiávamos amarrados àquele cordão, até depois, principalmente depois, quando já sem ele físico, continuamos amarrados a um imaginário, permanecemos alvo e seguimos orgulhosamente dependentes daquela saga cuidadora.
Amparados, cuidados, queridos e protegidos pudemos viver, crescer e nos desenvolver.
Uma presença tão forte que a gente, sem perceber, sente o mesmo em relação àquelas que já se foram ou as que se tornaram voluntariamente substitutas.
A gente sente a presença e sofre com a falta, a mínima ausência. Alguém pode dizer que isso tudo é normal, natural, ou que não tem explicação. Pois digam o que quiserem. Para mim sempre foi o mais puro e genuíno amor. O melhor de todos e o maior que eu poderia ter. Obrigado mãe!
João Café
João Café – Poeta de Ocasião: Romântico, louco, apaixonado, cheio de dúvidas, tristonho, animado, alegre, crédulo, decente, por vezes discrente. Humilde, e até humilhado, às vezes enganado, contador de anos e de tantos desenganos. Totalmente inclinado pro lado do bem e do respeito mútuo, também. Leitor curioso, poeta de ocasião, escritor de causos por pura diversão. Praticante do perdão e pensador – cada pensamento é uma oração e cada qual sabe a sua dor. Amante da vida, amigo do amigo, louco pela família, quem mexe com ela é inimigo. Crente no verbo amar, na criança, e em tudo que traz esperança, em tudo que ainda virá! Que sempre acredita que vai dar pé! Prazer, e você, quem é?
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Fonte: Balcão News

