FIEMG vê avanço no Plano Nacional de Mineração e cobra medidas para fortalecer indústria
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia que o Plano Nacional de Mineração (PNM 2050), lançado pelo Ministério de Minas e Energia, representa um avanço ao estabelecer uma estratégia de longo prazo para o setor mineral brasileiro. No entanto, a entidade defende que as diretrizes previstas no documento sejam acompanhadas de ações concretas para impulsionar a inovação, a industrialização e a agregação de valor aos minerais produzidos no país.
Para a FIEMG, o êxito do plano dependerá da implementação de um Plano de Metas e Ações que contemple mecanismos de incentivo aos investimentos, desenvolvimento tecnológico, fortalecimento de centros de pesquisa e ampliação da transformação mineral. A entidade sustenta que essas medidas são essenciais para aumentar a competitividade da indústria brasileira e reduzir a dependência da exportação de matérias-primas.
Segundo o coordenador do CIT SENAI ITR, André Luis Pimenta de Faria, o documento aponta uma direção positiva, mas precisa sair do papel. “O Plano aponta na direção correta, mas o grande desafio será transformar essa visão estratégica em ações concretas, capazes de fortalecer toda a cadeia produtiva, promover inovação e consolidar o Brasil como um país capaz de industrializar seus recursos minerais e competir em segmentos de maior valor agregado”, afirma.
A Federação destaca que Minas Gerais ocupa posição estratégica nesse cenário por concentrar importantes reservas minerais e iniciativas voltadas à inovação. Um dos exemplos é o CIT SENAI ITR, em Lagoa Santa, considerado o primeiro laboratório-fábrica de ímãs e ligas de terras raras do hemisfério Sul.
O centro atua no desenvolvimento de tecnologias para agregar valor aos minerais estratégicos e ampliar a participação da indústria brasileira em cadeias produtivas de alta tecnologia.
Na avaliação da FIEMG, experiências como essa demonstram que o fortalecimento da mineração nacional passa não apenas pela extração de recursos, mas também pelo investimento em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e industrialização, permitindo ao Brasil ocupar posições mais competitivas no mercado global de minerais críticos e terras raras.
Fonte: Balcão News