ALMG cobra explicações sobre exoneração de secretário da Educação

ALMG cobra explicações sobre exoneração de secretário da Educação

Comissão da ALMG convoca Corregedoria

A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai ouvir a Corregedoria-Geral do Estado sobre as investigações que levaram à exoneração do então secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, no último dia 27 de abril.

O tema será discutido em audiência pública marcada para a próxima quarta-feira (6/5), às 16h, no Auditório do andar SE da ALMG. O requerimento é da presidenta da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT).

De acordo com nota do governo estadual, a exoneração ocorreu “em virtude de informações preliminares” apuradas em investigação conduzida pela Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais. O Executivo, no entanto, não detalhou o conteúdo das denúncias.

Para a audiência, foram convidados a controladora-geral Marcela Oliveira Ferreira Dias e o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Durval Ângelo. Na última semana, o tribunal estabeleceu prazo de cinco dias para que a CGE encaminhe documentos e informações sobre a investigação.

Rossieli Soares assumiu o cargo em agosto de 2025. Antes, foi ministro da Educação no governo Michel Temer e secretário da pasta em São Paulo, Amazonas e Pará. A passagem por Minas foi marcada por episódios controversos.

Em novembro do ano passado, um aulão sobre inteligência artificial realizado no Estádio Mineirão, com cerca de 30 mil estudantes, terminou em confusão generalizada após provocações envolvendo torcidas de futebol. Já em dezembro, às vésperas do Natal, a Secretaria promoveu a compra de materiais escolares sem licitação, em contrato estimado em R$ 348,4 milhões.

Mais recentemente, a comissão tem feito visitas a escolas estaduais incluídas na Concorrência Internacional 001/26, que prevê a transferência da gestão de serviços não pedagógicos de 95 unidades para a iniciativa privada.

Segundo levantamentos, houve investimentos em infraestrutura mesmo após o fim da parceria com o fundo IG4, associado ao BTG Pactual, que deve receber R$ 23,3 milhões mensais do Estado por 25 anos.

A deputada Beatriz Cerqueira questiona o uso de recursos públicos em obras que, segundo o modelo de concessão, deveriam ser custeadas pelos parceiros privados.

Fonte: Balcão News