ALMG homenageia projetos de combate às fake news em Minas
Comissão destaca iniciativas de comunicação popular e educação midiática
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) homenageou, nesta quarta-feira (5), projetos contemplados pelo edital Periferia sem Fake, iniciativa voltada ao fortalecimento da comunicação popular, da educação midiática, da participação cidadã e do enfrentamento à desinformação em territórios periféricos do Estado.
A audiência pública foi realizada por iniciativa da presidenta da comissão, a deputada estadual Bella Gonçalves (PT), que destacou a importância do trabalho desenvolvido por comunicadores populares e defensores dos direitos humanos na produção de informação de qualidade e no combate às notícias falsas.
Durante a abertura da reunião, a parlamentar afirmou que a disseminação de fake news se tornou um desafio permanente para a sociedade e ressaltou que a pandemia de Covid-19 evidenciou os impactos da desinformação na vida da população.
“O combate às notícias falsas passa pelo fortalecimento da comunicação popular e pela valorização de quem produz informação comprometida com a realidade das comunidades”, destacou.
O edital Periferia sem Fake é promovido pelo Observatório Participativo da Desinformação da Agência de Iniciativas Cidadãs (AIC), em parceria com o mandato da deputada, e apoia projetos de diferentes regiões de Minas Gerais que utilizam a comunicação comunitária como ferramenta de promoção da cidadania, da educação midiática e do acesso à informação.
A gerente do Observatório Participativo da Desinformação, Emanuela São Pedro, explicou que a iniciativa nasceu a partir da escuta de lideranças comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte para compreender como a desinformação afeta o acesso a direitos e fortalecer estratégias de comunicação produzidas pelos próprios moradores.
Segundo ela, em duas edições, o edital já apoiou 21 iniciativas desenvolvidas em escolas, comunidades surdas, ocupações urbanas, vilas, morros e outros territórios, abordando temas como violência contra a mulher, direitos humanos e combate à desinformação.
Entre os projetos homenageados está a Rádio Tamo Junto, representada pela psicóloga Dalila Marques Reis Nicolau. A iniciativa surgiu de um coletivo de mulheres ligado à assistência social e passou a utilizar aplicativos de mensagens e redes sociais para traduzir temas relacionados aos direitos humanos em uma linguagem simples e acessível.
Com o uso de recursos como teatro, paródias e personagens, o projeto produz conteúdos sobre violência contra a mulher, racismo e cidadania, buscando aproximar a informação da realidade das comunidades e estimular a participação social.
Também receberam votos de congratulações os projetos De Falsa Já Basta a Vizinha, Casa São Lázaro, Tô Sabendo mas é Fake, Rede de Comunicadores Comunitários Conecta + Papagaio, Bara Onã Imó, Jornal Agente em Movimento e Diálogos Interseccionais.
Durante a audiência, representantes das iniciativas agradeceram o reconhecimento e defenderam a ampliação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da comunicação popular. Para os participantes, incentivar a produção de informação qualificada nos territórios contribui para ampliar o acesso da população a conteúdos confiáveis, fortalecer a participação cidadã e reduzir os impactos da desinformação.
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