CNC defende concorrência leal e combate à ilegalidade

Seminário em Brasília reuniu empresários, parlamentares e especialistas

A defesa de um ambiente de negócios mais equilibrado, com concorrência leal, combate à ilegalidade e maior segurança para empresas e trabalhadores, foi tema do Seminário Pacto pela Ordem e Progresso, realizado na última, terça-feira (11), em Brasília.

Promovido pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN), com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto Unidos Brasil (IUB), o encontro reuniu parlamentares, empresários e especialistas para discutir os impactos da concorrência desleal, da informalidade e da violência sobre a economia brasileira.

Representando a CNC, presidida por José Roberto Tadros, o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, participou do painel sobre concorrência leal. Ele defendeu regras mais equilibradas para empresas que atuam formalmente no país.

Segundo dados apresentados pela CNC, o comércio ilegal provoca perdas anuais de R$ 179,2 bilhões em vendas do varejo formal e de R$ 74,8 bilhões em arrecadação tributária.

Para Donato, o enfrentamento à ilegalidade depende de ações integradas nas áreas de competitividade, tributação, fiscalização, inteligência e segurança jurídica. O dirigente também destacou a relação entre mercado ilegal e segurança pública, diante da possibilidade de atividades clandestinas financiarem organizações criminosas.

Tributação e comércio eletrônico

A isonomia tributária nas operações de comércio eletrônico internacional também esteve entre os temas discutidos no seminário.

De acordo com estudo da CNC, a tributação das importações de pequeno valor contribuiu para redirecionar, em média, R$ 2,88 bilhões por mês para o varejo nacional. O impacto teria alcançado diferentes segmentos e contribuído para a preservação estimada de 98,9 mil empregos formais.

O evento também abordou os efeitos da violência sobre a atividade produtiva. O aumento dos custos com logística, transporte de cargas e operação das empresas, além dos impactos sobre investimentos, reforça a conexão entre segurança pública e ambiente de negócios.

O seminário marcou o início de uma série de debates promovidos pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios para discutir medidas voltadas ao fortalecimento das condições para empreender, investir e gerar empregos no Brasil.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) representa o setor de comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos.

Presidida por Nadim Elias Donato Filho, a entidade atua na defesa dos interesses do empresariado e na construção de soluções por meio do diálogo com governos e sociedade. A federação também administra o Sesc e o Senac em Minas Gerais.

Desde 2022, a Fecomércio MG ampliou sua participação na agenda pública, promovendo debates sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A entidade mantém atuação conjunta com a CNC na defesa de pautas do comércio nos âmbitos municipal, estadual e federal.

Entre as frentes de atuação estão a busca por melhores condições tributárias, a negociação de convenções coletivas e a oferta de serviços e benefícios voltados ao fortalecimento do comércio.

Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG afirma ter como objetivo contribuir para o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais.

 

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