FIEMG critica fim da taxação de importados

Federação alerta para impactos sobre empregos e competitividade da indústria nacional

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) demonstrou preocupação com o aumento das importações de produtos de até US$ 50 após o encerramento da cobrança do imposto sobre essas remessas.

Segundo a entidade, dados da Receita Federal apontam que o volume de compras internacionais de pequeno valor mais que dobrou em comparação com o mesmo período do ano passado.

Para a Federação, a medida amplia a desigualdade competitiva entre empresas brasileiras e produtos importados, afetando tanto a indústria quanto o comércio varejista. Entre os itens adquiridos estão roupas, componentes eletrônicos e diversos bens de consumo.

A FIEMG destaca que não é contrária à concorrência internacional, mas defende condições equivalentes de mercado. De acordo com a entidade, empresas nacionais enfrentam custos elevados relacionados à carga tributária, logística, infraestrutura e encargos trabalhistas, fatores que compõem o chamado Custo Brasil.

A instituição também afirma que mudanças frequentes nas regras tributárias geram insegurança jurídica e dificultam o planejamento de investimentos. Em estudo divulgado anteriormente, a Federação estimou que a manutenção da isenção para remessas internacionais poderia resultar na perda de até 1,1 milhão de empregos e em uma redução de R$ 99 bilhões no faturamento do setor produtivo brasileiro.

Diante do cenário, a FIEMG defende a adoção de mecanismos que garantam maior equilíbrio competitivo entre produtos nacionais e estrangeiros, com o objetivo de preservar empregos, incentivar investimentos e fortalecer a economia brasileira.

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