Minas conclui desestatização da Copasa em operação de R$ 8,38 bilhões
A operação movimentou R$ 8,38 bilhões por meio de oferta pública de ações, com preço final de R$ 49,03 por papel. Ao todo, foram comercializadas ações ordinárias correspondentes a 45% do capital social da companhia, consolidando uma nova estrutura societária para a empresa.
Com a conclusão do processo, o Grupo Equatorial passou a deter 30% do capital total da Copasa, em uma operação avaliada em R$ 5,59 bilhões. Investidores institucionais adquiriram 10,5% das ações, movimentando R$ 1,96 bilhão, enquanto investidores de varejo ficaram com 4,5% do capital, em negócios que somaram R$ 838,9 milhões.
O Governo de Minas manteve participação de 5% na companhia e preservou uma ação especial, conhecida como golden share, que garante poder de veto em decisões estratégicas. O Estado também firmou acordo de acionistas com o Grupo Equatorial para acompanhamento da governança e da gestão da empresa.
Segundo Mateus Simões, a operação busca garantir as condições necessárias para a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em mais de 600 municípios mineiros atendidos pela Copasa.
“O objetivo principal é assegurar investimentos que permitam alcançar a universalização da água e do esgoto, conforme estabelece o Novo Marco Legal do Saneamento”, afirmou o governador durante a cerimônia.
O chefe do Executivo estadual também destacou que não haverá mudanças imediatas para os consumidores. De acordo com o governo, as tarifas continuam sob regulação da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG), mantendo os mecanismos de controle e fiscalização já existentes.
A desestatização foi estruturada ao longo dos últimos meses com base em estudos técnicos, modelagem societária e procedimentos regulatórios voltados para ampliar a capacidade de investimentos da companhia e adequá-la às metas previstas pela Lei Federal nº 14.026/2020, que estabelece a universalização dos serviços de saneamento básico até 2033.
Para a presidente da Copasa, Marília Melo, a nova fase representa uma oportunidade de fortalecer a gestão da companhia e ampliar sua capacidade de atuação. Ela também destacou a participação dos municípios mineiros durante a construção do processo.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, avaliou que a operação reforça o compromisso do governo com investimentos de longo prazo e com a ampliação da infraestrutura de saneamento em Minas Gerais.
Também participaram da cerimônia a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Silvia Listgarten, a secretária de Estado de Comunicação Social, Cássia Ximenes, e o secretário-adjunto de Fazenda, Fábio Amaral.
Fonte: Balcão News