Comissão da Câmara de BH aprova 123 emendas ao projeto da LDO de 2027

Comissão da Câmara de BH aprova 123 emendas ao projeto da LDO de 2027

Texto com diretrizes orçamentárias para o próximo ano já está apto para votação em Plenário

A Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, o parecer sobre as emendas apresentadas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o exercício de 2027.

Ao todo, foram analisadas 191 propostas dos vereadores, das quais 123 receberam parecer favorável — incluindo 40 aprovadas com subemendas —, enquanto 68 foram rejeitadas.

De autoria do Executivo, o Projeto de Lei nº 859/2026 estabelece as prioridades e metas da administração municipal para o próximo ano, orientando a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Com a aprovação do parecer, a matéria está liberada para votação em Plenário, onde precisará do apoio da maioria dos vereadores presentes.

Relator da proposta, o vereador Diego Sanches (Solidariedade) afirmou que buscou preservar, sempre que possível, o conteúdo das sugestões apresentadas pelos parlamentares, rejeitando apenas aquelas consideradas incompatíveis com critérios constitucionais, legais, regimentais ou de mérito.

Entre as emendas aprovadas está a que prevê a modernização da bilhetagem eletrônica do transporte coletivo, permitindo o pagamento por aproximação diretamente nas catracas dos ônibus. A proposta foi uma das três sugestões populares incorporadas ao projeto.

Na área da saúde, foi aprovada emenda que amplia as políticas de atenção à saúde mental para contemplar dependências não químicas, como o vício em jogos de azar. Já no campo do desenvolvimento urbano, outra medida incentiva a revitalização de espaços degradados por meio de parcerias entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil.

Também foram acolhidas propostas voltadas à valorização de professores aposentados da rede municipal e ao aumento da transparência em operações de crédito realizadas pelo município.

Entre as emendas rejeitadas está uma proposta que previa a contratação de profissionais especializados para o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Segundo o parecer, a medida foi considerada incompatível com a legislação por tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Executivo.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias foi apresentado pela Prefeitura em maio deste ano e passou por audiência pública e consulta popular antes da análise das emendas parlamentares. Agora, a expectativa é pela votação definitiva no Plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

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Fonte: ver materia original

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