Fiemg avalia com cautela bandeira amarela na conta de luz
Federação afirma que decisão da Aneel evita aumento imediato nas tarifas
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) recebeu com cautela a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de manter a bandeira tarifária amarela nas contas de energia elétrica durante o mês de agosto. Para a entidade, a medida evita um aumento imediato nas tarifas, mas não elimina o risco de novos reajustes nos próximos meses.
Segundo a FIEMG, a manutenção da bandeira amarela está em linha com as expectativas do mercado e afasta, ao menos por enquanto, o acionamento da bandeira vermelha, que representa custos mais elevados para consumidores e empresas.
Chuvas ajudaram a conter alta das tarifas
De acordo com a Federação, o principal fator para a manutenção da bandeira amarela foi o volume de chuvas registrado na Região Sul nas últimas semanas. As afluências superaram em cerca de 150% a média histórica, contribuindo para estabilizar o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Além disso, o subsistema Sudeste apresenta níveis de afluência próximos de 90% da média histórica, o que também favorece o equilíbrio do sistema elétrico.
El Niño exige atenção
Para o coordenador de Mercado de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca, a decisão representa um alívio momentâneo para consumidores, mas o cenário ainda inspira cautela.
Segundo ele, as chuvas registradas no Sul evitaram, no curto prazo, a adoção da bandeira vermelha. No entanto, a permanência da bandeira amarela demonstra que o sistema elétrico continua operando sob monitoramento.
A entidade destaca ainda que será fundamental acompanhar os efeitos do fenômeno El Niño a partir de setembro. Alterações mais intensas no regime de chuvas poderão pressionar novamente os custos de geração de energia e provocar impactos nas tarifas até o fim do ano.
Defesa de maior previsibilidade
Diante do cenário, a FIEMG reforça a necessidade de políticas públicas que ampliem a segurança do suprimento de energia e garantam maior previsibilidade dos custos para consumidores e para o setor produtivo.
Na avaliação da Federação, medidas estruturais voltadas ao planejamento do sistema elétrico são essenciais para reduzir a volatilidade tarifária e oferecer maior estabilidade à economia brasileira.
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