Novo BYD Song Pro Flex estreia mais eficiente e tecnológico
SUV adota sistema DM-i 5.0, roda com etanol ou gasolina e amplia autonomia
O BYD Song Pro entra em uma nova fase no mercado brasileiro. Líder de vendas da família Song, o SUV médio passa a contar com tecnologia Super-Híbrida Flex Fuel, sistema DM-i 5.0, maior eficiência energética e uma lista ampliada de equipamentos de segurança e conforto.
A atualização é relevante. Mais do que adaptar o motor ao etanol, a BYD trabalhou no conjunto híbrido para reduzir perdas, ampliar autonomia e entregar respostas mais naturais ao volante. O resultado, segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), é o menor consumo energético da categoria.
Lançado originalmente no Brasil em julho de 2024, o Song Pro já ultrapassou 53 mil unidades emplacadas e tornou-se o modelo mais vendido da família Song.

Design ganha dianteira renovada e visual mais sofisticado
Visualmente, o novo Song Pro ficou mais maduro. A dianteira foi completamente redesenhada e agora segue com maior fidelidade a identidade Dragon Face, característica da família Dynasty da BYD.
Faróis, grade frontal e para-choque são novos. A própria grade passou a exercer função técnica: utiliza aletas ativas, que abrem e fecham automaticamente para favorecer a eficiência de funcionamento do conjunto mecânico.

Na lateral, aparecem rodas redesenhadas e uma nova interpretação da coluna C, responsável por criar o efeito de teto flutuante. Atrás, as mudanças são mais discretas. Os traços ficaram suavizados e a faixa prateada integrada ao para-choque ganhou maior destaque.
Interior traz novo painel e mais espaço no console
A cabine também recebeu alterações importantes. O painel é inédito, adota acabamento em black piano e incorpora o quadro digital de instrumentos de 8,8 polegadas.

Outro avanço está na ergonomia. O seletor de marchas saiu do console central e foi transferido para a coluna de direção, liberando espaço entre os bancos e tornando a região mais funcional.
Os assentos foram redesenhados e recebem revestimento em couro ecológico cinza-escuro. Na versão GS, motorista e passageiro dianteiro contam com ajustes elétricos.
O espaço interno segue favorecido pelos 2,71 metros de distância entre eixos. Na GS, os vidros dianteiros laminados ajudam ainda a reduzir a entrada de ruídos na cabine.

Multimídia de 12,8 polegadas ganha serviços Google
No centro do painel está uma nova multimídia de 12,8 polegadas, equipada com Google Automotive Services. O sistema oferece conexão sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, atualização remota OTA e pacote de dados 4G.
O sistema de áudio agora reúne oito alto-falantes. O acesso ao veículo pode ser realizado por chave presencial ou por chave digital utilizando NFC.
Na configuração GS, o pacote de comodidades inclui ainda teto solar panorâmico, sensor de chuva, retrovisor interno fotocrômico e carregador de smartphone por indução ventilado de 50 W, ante 15 W anteriormente.

Segurança recebe pacote ADAS 2 desde a versão GL
Um dos maiores avanços está na segurança ativa. Desde a configuração GL, o Song Pro oferece o pacote ADAS 2, com controle de cruzeiro adaptativo e inteligente, alerta de colisão frontal, alerta e assistência de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, reconhecimento de placas de trânsito, farol alto automático e controle inteligente do limite de velocidade.
A versão GS acrescenta alerta de colisão traseira, monitor de tráfego cruzado traseiro com frenagem automática, aviso de abertura de porta e detector de ponto cego.
As duas configurações contam com seis airbags.
Motor flex trabalha principalmente para gerar energia
Sob o capô está a principal novidade. O sistema híbrido plug-in DM-i 5.0 utiliza motor 1.5 de ciclo Atkinson preparado para funcionar com gasolina ou etanol.
A eficiência térmica subiu de 43,04% para 46,06%. O motor a combustão entrega 72 kW e 126 Nm e atua predominantemente como gerador para alimentar a bateria Blade, auxiliando diretamente na tração apenas em situações de maior exigência.
A potência combinada é de 218 cv na GL e 219 cv na GS, sempre com 300 Nm de torque.
O resultado aparece no desempenho: são 8,8 segundos de 0 a 100 km/h na GL e 8,6 segundos na GS. A velocidade máxima passou para 180 km/h.
Consumo energético é destaque do Song Pro Flex
Segundo o PBEV, o Song Pro registra consumo energético de apenas 0,53 MJ/km na GL e 0,55 MJ/km na GS.
A autonomia também cresceu. Com gasolina, considerando o padrão europeu NEDC, chega a 1.075 km na GL e 1.105 km na GS. Com etanol no tanque de 52 litros, os números informados são de até 775 km e 805 km, respectivamente.
Em condução exclusivamente elétrica, a GS, equipada com bateria de 18,3 kWh, pode percorrer até 72 km pelo padrão PBEV. A GL utiliza bateria de 13,1 kWh e alcança até 57 km.
O carregamento em corrente alternada trabalha a 6,6 kW. Há ainda função V2L, permitindo utilizar a energia da bateria para alimentar equipamentos elétricos externos.
Suspensão foi ajustada para as condições brasileiras
A BYD também reviu o acerto da suspensão. O Song Pro utiliza sistema McPherson na dianteira e multilink na traseira, com calibração específica para as condições das vias brasileiras.
A proposta é combinar estabilidade com maior capacidade de absorção das irregularidades, aspecto particularmente importante em um SUV de uso familiar.
Preço do novo BYD Song Pro Flex
O Novo BYD Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel já está disponível nas concessionárias brasileiras.
A versão GL custa R$ 176.990, considerando o preço efetivo informado pela fabricante com desconto para venda direta. A versão GS parte de R$ 199.990.
A garantia do veículo é de seis anos ou 200 mil quilômetros, enquanto a bateria Blade possui cobertura de oito anos ou 200 mil quilômetros.
Com motor bicombustível, autonomia superior a mil quilômetros com gasolina, condução elétrica para trajetos urbanos e pacote tecnológico reforçado, o Song Pro Flex procura ampliar justamente uma de suas maiores virtudes: oferecer eficiência sem exigir que o motorista mude radicalmente sua rotina.
Leia também:
VW T-Cross 2027 estreia câmbio de oito marchas
Fonte: ver materia original