BH celebra 10 anos da Pampulha como Patrimônio Mundial da Unesco

BH celebra 10 anos da Pampulha como Patrimônio Mundial da Unesco

E apresenta projetos para ampliar turismo, lazer e uso sustentável da Lagoa

A Prefeitura de Belo Horizonte deu início ontem, domingo à programação especial “Viva Pampulha – 10 Anos de Patrimônio Mundial”, que celebra uma década da inscrição do Conjunto Moderno da Pampulha na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.

O lançamento oficial ocorreu na Casa do Baile – Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design e reuniu autoridades municipais, representantes de instituições parceiras e moradores da capital.

Participaram da abertura o prefeito Álvaro Damião, a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, além de representantes da Marinha do Brasil e do Sesc em Minas.

A iniciativa marca o início de uma série de atividades gratuitas voltadas à valorização da memória, da arquitetura, da cultura e da relação afetiva da população com um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte.

Durante a solenidade, a Prefeitura destacou as ações de preservação e manutenção do conjunto arquitetônico, além de projetos voltados à ampliação do potencial turístico e de lazer da região.

“O Complexo da Pampulha é um patrimônio histórico de Belo Horizonte, do Brasil e do mundo. Está comemorando 10 anos desse reconhecimento oficial. A Lagoa encontra-se, hoje, sem cheiro algum, navegável e a gente quer mais. Queremos ampliar as opções de esporte, lazer, turismo sustentável, bares e restaurantes no entorno da Lagoa”, afirmou o prefeito Álvaro Damião.

Revitalização e uso sustentável da Lagoa

Entre os projetos apresentados durante o evento está o avanço das ações de revitalização da Lagoa da Pampulha e do uso planejado do espelho d’água. Segundo a administração municipal, o processo tem sido conduzido com atenção à preservação ambiental, ao patrimônio cultural e à segurança dos frequentadores.

A proposta prevê o retorno gradual de atividades e esportes náuticos, seguindo critérios técnicos e ambientais para garantir a conservação do conjunto reconhecido pela Unesco.

A Prefeitura reforçou que todas as iniciativas serão implementadas de forma sustentável, conciliando preservação histórica, valorização turística e qualidade de vida para moradores e visitantes.

Programação cultural movimenta a orla

A programação do “Viva Pampulha” incluiu o debate “Viva Pampulha: Apropriação, Memória e Pertencimento”, realizado na Casa do Baile, reunindo especialistas e representantes da comunidade para discutir a importância histórica e cultural da região.

Outro destaque foi a apresentação do bloco carnavalesco “Chama o Síndico”, acompanhado da artista Augusta Barna. O espetáculo ocorreu a bordo do barco turístico Capivarã, promovendo uma interação entre música, paisagem e patrimônio cultural às margens da Lagoa.

O encerramento das atividades contou com uma intervenção artística inédita de laser mapping. A projeção de feixes de luz destacou as curvas modernistas concebidas por Oscar Niemeyer e criou conexões visuais entre os cinco bens que integram o Conjunto Moderno da Pampulha: o Museu de Arte da Pampulha (MAP), a Casa do Baile, a Igreja São Francisco de Assis, a Casa Kubitschek e o Iate Tênis Clube.

Realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte em parceria com o Sesc em Minas e o Instituto Odeon, por meio do Circuito Municipal de Cultura, o evento reforça a importância da Pampulha como patrimônio cultural, turístico e arquitetônico de relevância internacional.

Fonte: ver materia original

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