FIEMG alerta para impactos da tensão no Estreito de Ormuz
Custos logísticos podem aumentar
O alerta foi divulgado após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre medidas relacionadas ao tráfego de embarcações na região, considerada estratégica para o transporte global de petróleo.
De acordo com a FIEMG, a retomada das tensões ocorre em um momento em que o mercado esperava uma normalização das operações marítimas após uma trégua anunciada em junho entre Estados Unidos e Irã.
Na avaliação da entidade, a possibilidade de novas restrições à navegação, somada ao aumento da percepção de risco na região, tende a impactar rapidamente os custos do transporte internacional. Entre os efeitos esperados estão o aumento dos fretes marítimos, dos seguros de cargas e dos preços de combustíveis e matérias-primas utilizadas pela indústria.
A federação ressalta que, mesmo antes da adoção de eventuais medidas oficiais, a insegurança já influencia contratos logísticos e operações comerciais.
Comércio com Oriente Médio já apresenta retração
Levantamento do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEMG, elaborado com base em dados do Comex Stat, aponta que o comércio brasileiro com oito países do Oriente Médio movimentou US$ 1,04 bilhão em maio de 2026, o menor volume mensal registrado desde janeiro de 2021.
Em Minas Gerais, entre março e maio deste ano, as exportações para esses mercados caíram 44% em comparação com o mesmo período de 2025. As importações tiveram retração ainda maior, de 71%.
Entre os produtos mais afetados estão o minério de ferro e o enxofre, matéria-prima considerada estratégica para a produção de fertilizantes. Segundo a FIEMG, o preço médio das importações de enxofre por Minas Gerais aumentou cerca de 185% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
FIEMG recomenda planejamento das empresas
Diante do cenário, a FIEMG orienta que empresas mantenham acompanhamento constante das condições do transporte internacional, dos contratos de seguro, dos prazos de entrega e da evolução dos preços de insumos importados.
A entidade também reforça a importância da diversificação de fornecedores, mercados e rotas logísticas como estratégia para reduzir riscos, especialmente em setores dependentes de matérias-primas importadas.
Segundo a federação, a manutenção das tensões no Estreito de Ormuz pode comprometer a recuperação dos fluxos comerciais observada nas últimas semanas e ampliar os custos de produção em diferentes cadeias industriais, afetando a competitividade da indústria mineira e brasileira.
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