Skate para a Vida: Sheik on board!

Samuel Willian – o Sheik! –, 25 anos de idade, é skatista da modalidade downhill em Belo Horizonte, Minas Gerais

Ainda criança, Samuel demonstrava interesse em alcançar a velocidade, seja nos patins, rolimã ou skate.

Na pandemia, ele promoveu para si, como método para obter saúde plena – física e mental –, a prática efetiva e compromissada do esporte, todavia, mais do que um hobby ou meio de transporte, não obstante as circunstâncias de sua agenda.

“Eu via (…) que o skate (para mim) era uma questão de mobilidade (…). Só que o skate não tem freio – e aqui em BH, a maioria dos morros é só ladeira. Aí eu adaptei o skate como meu meio de transporte (…) e também como meu estilo de vida – sabe? Lyfe style!”, diz Sheik.

Ele comenta que foi no período da pandemia que a conexão se intensificou, pois segundo o próprio Sheik: “de meio de transporte ele acabou virando um ciclo de vida – uma rotina… tipo um companheiro (vamos dizer assim): ele me leva; eu levo ele… Ele me joga no chão… mas eu perdôo ele – aí a gente continua caminhando juntos”.

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Prancha com rodas de patins: skateboard. Foto: Divulgação/Emerson Guimarães

Passando de uma prática típica para jovens alcunhados de delinqüentes para esporte olímpico, o skate teve origem na Califórnia (na década de 50) onde surfistas utilizaram rodas de patins em pranchas de madeira adaptadas para que estes fizessem o chamado sidewalk surfing – que é basicamente a emulação da atividade levada a efeito na água transportada para o asfalto.

Eis, portanto, a origem da palavra: skateboard (skate: patins; e board: prancha/tábua).

Clifford Coleman foi o pioneiro do downhill slide, na Califórnia de 1960. Seu estilo e determinação foram fortes influências para a primeira geração de skatistas brasileiros, que tomaram conhecimento da descida de ladeiras por meio dos vídeos que chegaram dos Estados Unidos para cá na década de 80.

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Descendo a ladeira com segurança máxima. Foto: Divulgação/Emerson Guimarães.

Nas olimpíadas, o skate estreou em Tóquio, no ano de 2021, nas modalidades street e park.

No downhill, o skatista pratica dois estilos: o slide e speed, onde este último não visa realizar manobras – como derrapagens ou controle nas curvas –, mas, sim, obter a máxima velocidade e treinar sua habilidade de autodomínio para chegar ao fim da descida.

Samuel Sheik, portanto, seria um atleta amador de estilo misto.

Ele comenta:

“Como é um skate de ladeira (…) você tem que estar sempre apto: tanto fisicamente, tanto mentalmente. Por quê? Como é um esporte de adrenalina, de alta densidade – um esporte de risco, que eles falam! – você tem que estar bom fisicamente (se caso acontecer alguma queda, você saber cair!); e você tem que estar bem psicologicamente, porque você já tem que descer sabendo o que está fazendo e (…) sabendo que pode dar alguma coisa de errado.”.

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Skate é um estilo de vida. Foto: Divulgação/Samuel/Mateus Teuziin.

Sheik acrescenta:

“Às vezes você pode estar ali no seu dia-dia – tudo muito intenso! –, você perdido, sem rumo… desanimado…! Mas é só você pegar no skate – começar a andar! – que, tipo, as coisas mudam: só você ali, o skate e a pista.”.

Confira a super prosa que tivemos com Samuel Sheik (no link abaixo) onde ele oferece conselhos, orientações e dicas para quem deseja começar no esporte e compartilha, também, sua experiência e filosofia.

E siga-o em sua rede social @freiem.sheik – checando as novidades e conteúdos, também, em seu canal no Youtube: @slaideira.

Ele conclui:

“A vida não é fácil… em todos os sentidos. Mas a vida, ela é bela!”.

Inspire-se e esteja em Paz!

 

Tiago Boson

O colaborador Tiago Boson é multi-instrumentista autodidata, compositor, professor de música, pintor, ilustrador, escritor/poeta (não publicado).

 

  • As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

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